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José Peseiro: «Não jogámos nem 50% do que esta equipa pode fazer»

Crê que os vitorianos podem dar mais

• Foto: Simão Freitas
José Peseiro, treinador do V. Guimarães, analisou o empate a zero deste domingo na receção ao Belenenses - o seu primeiro jogo à frente dos minhotos - dizendo que a equipa pode render muito mais.

Análise ao jogo

"Na primeira parte, o Belenenses foi melhor do que nós. Na segunda parte, fomos melhores do que o Belenenses. O resultado, na minha opinião, é justo. Não conseguimos jogar nem 50% do que estes jogadores, e esta equipa, podem fazer, fruto do estado anímico. É diferente jogar no Vitória, um clube com responsabilidades e objetivos maiores do que alguns outros clubes.

Houve uma entrada em jogo com alguma falta de serenidade, de confiança. O Belenenses dominou, mas não criou situações de golo na primeira parte. Na segunda, criou uma ou duas na transição. Pensámos muito nas consequências. Queríamos que este jogo fosse pensado como um jogo que os jogadores desfrutassem. Uma coisa é querermos e outra é fazermos. Na primeira parte, demonstrámos carências que perturbaram o passe e a receção. Na segunda parte, fomos uma equipa mais dominadora, mais pressionante, com um ou dois contra-ataques do Belenenses. Dominámos e controlámos."

Jogo sem sofrer golos, depois de 10 jogos a sofrer

"Não nos alegra totalmente. Não estamos satisfeitos. Se ganhássemos, tínhamos encurtado os pontos para o lugar que ainda ambicionámos. Os jogadores têm capacidade para fazerem muito melhor. O Vitória tem de estar pronto para lutar pelo quinto lugar. Depende de muita coisa, mas queremos o quinto lugar. Em três, quatro dias, o fundamental é o lado emocional, porque, com o lado emocional resolvido, a organização, a qualidade técnica, o desempenho técnico-tático virão por acréscimo, para não terem receio de terem a bola, nem de arriscar."

Ajuda dos adeptos

"Os vitorianos, na primeira parte, tiveram um comportamento bom. Na segunda parte, apoiaram-nos. Os vitorianos têm de nos ajudar. Não é mais fácil para os jogadores. Ninguém pode pôr em causa a vontade, nem a qualidade dos jogadores. É nos momentos difíceis que os vitorianos têm de estar unidos. É uma massa associativa exigente, e ainda bem".
Por Lusa
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