Em sessão de esclarecimento do seu movimento de recandidatura, o ‘Contigo Vitória’, Júlio Mendes passou ao ataque perante as estocadas que tem recebido da parte do seu opositor, Vieira de Castro.  "Não precisamos de uma estratégia bacoca, do tempo do Marx, de dividir os sócios em classes. Todos são sócios da bancada, mesmo os que estão no camarote presidencial. Querer entrar com este jargão, do pobre contra o rico, é querer dividir as pessoas", sublinhou o atual presidente perante cerca de 100 pessoas, no Centro Social de Brito.

Mantendo uma postura mais agressiva do que tem sido habitual, Júlio Mendes manteve as baterias apontadas ao oponente. "Quem nos acusa de falta de transparência e fala de passivo, que está tudo mal, e está numa Assembleia Geral da SAD, a 30 de Setembro, e que fez perguntas, vê todas as dúvidas retiradas e no fim, perante uma proposta de um acionista de um voto de louvor só houve uma pessoa que se absteve. O candidato da Lista A votou o voto de louvor. Agora vem dizer que saiu da sala. Quando se viu confrontado com esta realidade, veio dizer que saiu da sala. No momento certo vai ficar demonstrado que votou o voto de louvor, daqui até lá vai dormir muito mal. Votou em consciência o voto de louvor porque em 30 de Setembro não pensava ser presidente do Vitória. Se calhar foi o ultimo a chegar aquele grupo", ironizou.

Júlio Mendes parece, finalmente, ter decidido responder à lista ‘Novo Vitória’ no mesmo tom com que tem sido visado. "Parece que está a correr por aí alguma coisa sobre a minha lealdade ao clube, sobre eu querer ter sido candidato a presidente da Liga. Há quatro anos fui convidado para ser presidente da Liga pelo G18, não sei se o senhor da outra lista alguma vez será. Fui muito pressionado. Foi feita uma votação em Fátima e ganhei essa votação. Nessa altura pedi para fazer um esboço do projeto. Depois de muito refletir, reuni os órgãos sociais e decidi que o meu projeto era o Vitória e não avancei. O que fiz foi dar o meu apoio a um candidato", referiu, relembrando o episódio que o levou, então, a colocar-se do lado de Fernando Seara.

Confirmando uma mudança de rumo que já tinha deixado a entender, Júlio Mendes assumiu uma falha nos seus dois anteriores mandatos. "Estivemos seis anos a resolver problemas e isso retirou-nos capacidade para ouvir as pessoas. Temos obrigação de pensar nos sócios no próximo mandato. Queremos cometer menos erros", confessou.

Como conclusão, Mendes foi taxativo: "Quiseram acusar-nos de sermos um entreposto de futebolistas. Alguém que se engana a contar jogadores não tem capacidade para liderar o Vitória."


Autor: Bruno Freitas