Júlio Vieira de Castro, candidato à presidência do V. Guimarães pela Lista A, voltou a visar o presidente em funções e candidato da Lista B, Júlio Mendes. Vieira de Castro lançou o tema do contrato com a Meo. "Os sócios devem saber. Os valores da Meo não foram apresentados aos acionistas. Não sei o que implica o contrato. Mas sei que há contrato e que já houve adiantamentos", atirou o líder do movimento 'Novo Vitória'.

"Os sócios devem ter medo da continuidade e deste tipo de gestão que nos trouxe a este momento tão triste. É necessário que o Vitória aposte na sustentabilidade. É isto que faz com que alternemos um 4.º com um 10.º lugar, uma Taça de Portugal com uma eliminação da primeira pré-eliminatória da Liga Europa...", afirmou.

Vieira de Castro esteve reunido com as claques do Vitória esta quarta-feira à noite, numa sessão que contou com cerca de 250 adeptos vitorianos. "Não há aqui marxismo, estalinismo ou nazismo. O que há aqui é amor ao Vitória. Os sócios não são desprezíveis ou desprezáveis, são a essência do clube. Não há separação entre ricos e pobres. Todos somos Vitória. Nós não queremos separar os sócios do Vitória, mas sim uni-los", afirmou.

O candidato da Lista A abordou ainda a relação com o principal investidor da SAD, Mário Ferreira. "Há uma questão muito clara a definir. O acionista maioritário foi 'convidado' a sair: ou metia mais dinheiro ou então dava oportunidade a outro para entrar. Sendo uma pessoa que já ajudou o Vitória tem de ser respeitado. Não devemos ser ingratos", apontou, garantindo que a sua equipa, caso vença as eleições do próximo dia 24, fará "tudo para que haja uma estreia colaboração".

No plano desportivo, Vieira de Castro quer "interromper os ciclos de vender cinco ou seis jogadores por ano", considera que "não há um projeto para o futebol e modalidades". "Estamos a 7 de Março, nem sequer a defesa temos rotinada. Tem cerca de 50 golos sofridos. Não é isto que queremos para o Vitória", disse, numa noite em que destacou o desejo de "acabar com o discurso de mediocridade".

Autor: Bruno Freitas