A discussão em tornos dos passivos do V. Guimarães, tanto do clube como da SAD, tem aquecido a campanha para as eleições do dia 24 de março. Júlio Mendes deixou mesmo um recado a Vieira de Castro, seu opositor nas urnas. "Dizem que a história do passivo é um mito. Quando cheguei havia vários meses de salários em atraso. Há um elemento da outra lista que era funcionário do clube e sabe que não recebia há muitos meses", asseverou.

Na sessão de esclarecimento no Centro Social de Brito, a presença do candidato a presidente do Conselho Fiscal, Eduardo Leite, permitiu que o passivo da SAD, alvo de grande controvérsia, fosse devidamente escalpelizado.

"O tipo de passivos que existem na SAD não têm nada a haver com o que existia há seis anos no clube. Há seis anos havia cinco e seis meses de salários em atraso a toda a gente. O Vitória paga tudo religiosamente em dia. Isto não é importante, com a notoriedade que o clube tem, andar com a cabeça erguida?", questionou esta figura do movimento 'Contigo Vitória'.

Logo de seguida, foram mencionados os valores em causa. "Todo o passivo foi explicado numa AG da SAD em que estava presente o candidato da oposição. Desses 12.9 milhões do passivo da SAD que andam a dizer que é igual, 2M€ são de suprimentos que a SAD tem de pagar ao clube, valor que fica em casa. Outros 3M€ da MEO são um adiantamento, que contabilisticamente é registado como passivo. Já só vamos em 7M€... Há mais de 3M€ registados no passivo que têm a ver com os negócios das vendas. São valores que ainda vamos receber. Restam 4M€. Um valor que é passivo corrente de fornecedores, não há financiamentos. A SAD tem zero de financiamento bancário. Digam-me qual é a SAD que não se financiou? Por isso, o passivo comparável não é de 24 para 22 milhões, como eles dizem, mas de 24 para 13. Esses senhores se quiserem podem vir comigo discutir esses números. Tenho a certeza que eles têm de saber tudo isto. Se não sabem não podem ter capacidade para estar ao leme de um clube com a grandiosidade do Vitória", proclamou Eduardo Leite.


Autor: Bruno Freitas