O avançado Rafael Martins, de 28 anos, chegou ao Vitória em janeiro e precisou de oito jogos para fazer um golo, mas já leva duas partidas consecutivas a fazer o gosto ao pé. Tempo de integração que o brasileiro assumiu com um sentido desabafo após o triunfo frente ao Rio Ave e que Record tratou de aprofundar junto de José Mota, treinador que o foi recrutar ao Brasil em 2013 para jogar pelo Vitória de Setúbal.

"Nunca tive dúvidas de que o Rafael acabaria por se impor. É um jogador que faz golos por onde passa porque constrói oportunidades com facilidade e não precisa de muito tempo para definir o que cria. A questão era apenas de quanto tempo iria precisar", começou por referir José Mota, que identificou três motivos para justificar o tempo de ignição tardio.

"O primeiro aspeto, e o mais importante, foi a adaptação. O Rafael chegou com o barco a meio da viagem e é fácil perceber que, por muita qualidade que tenha, precisa de se identificar com o balneário, a cidade, o clube e a realidade competitiva em que está inserido", atirou o agora treinador do Aves, para logo de seguida contextualizar a situação: "O segundo dado, e não menos importante, está relacionado com a obrigatoriedade de gerir a pressão de substituir Soares, que é o avançado revelação do campeonato."

Pontos aos quais José Mota juntou, como terceiro argumento, a disponibilidade física que a 1ª Liga exige. "Não jogou com regularidade no Levante e precisou de algum tempo para adquirir o ritmo ideal, pelo que agora, com os índices de confiança reforçados, está pronto a explodir", concluiu.

Autor: Pedro Malacó