Pouco a pouco, os resultados têm dado razão a Pedro Martins e à sua ideia, muito repetida ultimamente, de que a equipa possui todas as condições para melhorar e estabilizar na segunda volta da Liga. E muito por culpa da inspiração do sector ofensivo, que nos últimos jogos fabricou nove golos. Melhor a este nível só mesmo o Benfica, que soma 12 golos desde que a segunda metade do campeonato teve início.

Para o tão ansiado clique ofensivo muito tem contribuído o talento de Raphinha. Mas não só, ao contrário do que se viu muitas vezes esta época. Com três golos e duas assistências nos últimos quatro jogos, o extremo continua a brilhar intensamente, só que agora tem tido ajuda de outros elementos do sector atacante. Hurtado, por exemplo, marcou três golos e fez uma assistência desde o início da segunda volta e está a viver a melhor fase da temporada. Também Junior Tallo vem ganhando influência na manobra mais ofensiva do Vitória. O avançado continua algo desligado dos golos (marcou apenas um), mas o trabalho de abrir espaço e criar oportunidades para os companheiros da frente é visível e merece ser elogiado.

Em termos concretos, o Vitória marcou três golos a três rivais (Chaves, Estoril e P. Ferreira) desde que se iniciou a segunda volta, tendo ficado em branco apenas na visita a Alvalade (0-1). Os sinais de que o ataque está em retoma são evidentes, faltando agora afinar a defesa. Os golos sofridos continuam a ser um problema e foi isso que impediu os minhotos de somarem mais do que dois triunfos nestes quatro jogos.


Autor: José Miguel Machado