O líder do movimento Novo Vitória, Júlio Vieira de Castro, exigiu que o presidente da Assembleia Geral do V. Guimarães, Isidro Lobo, se escusasse de encabeçar o processo eleitoral pelo facto de estar vinculado à recandidatura de Júlio Mendes. Todavia, o cenário projetado de delegação de responsabilidades nos outros elementos da mesa da AG caiu por terra face à demissão, conhecida durante a noite de ontem, do ‘vice’ Daniel Rodrigues e do secretário António Pinto, não tendo sido adiantada qualquer explicação no comunicado publicado no site do clube.

Assim, Isidro Lobo decidiu cooptar dois sócios vitorianos para essas funções, tendo designado Pedro Xavier como vice-presidente e Nuno Mendes como secretário. No caso de Xavier, é um antigo dirigente que, entre várias funções, encabeçou a própria Assembleia Geral. É nele que Lobo pretende "delegar a competência para a tomada de decisões relativas ao processo eleitoral".

Apanhado de surpresa com a decisão foi Vieira de Castro. "Estou completamente surpreendido. É uma situação inédita, que revela e confirma a instabilidade que se vive no clube", sublinhou.

Na sua primeira sessão de esclarecimento com vista às eleições do dia 24 de março, o Novo Vitória reuniu cerca de 40 associados na escola EB1 de Longos. Ao garantir, uma vez mais, que tem investidores dispostos a injetar capital no clube, alguns sócios solicitaram mais detalhes para atestar da credibilidade da proposta. "Neste momento não os posso revelar, mas garanto que tenho investidores garantidos. Nunca direi nada aos sócios que não seja a verdade", asseverou Vieira de Castro, que endureceu o discurso em relação ao atual presidente: "A má gestão nota-se até na ausência de patrocinadores na camisola; a política de angariação de patrocínio revelou-se um fracasso; a formação e o scouting do clube estão abandonados; recuperar o ADN do clube é uma prioridade; as transferência no V. Guimarães são sempre nebulosas; é necessário mais rigor e critério para garantir mais receitas."

Autores: Pedro Alves e Vítor Pinto