Apesar de aceitar que os sete pontos que o V. Setúbal soma à 7ª jornada estão aquém da expectativa, o médio Nenê Bonilha garante não existir um sentimento de frustração pelo registo. "Fica sempre um gosto amargo, porque sabemos que poderíamos ter mais algum ponto, mas não adianta chorar sobre o leite derramado", afirma, colocando o foco no duelo de amanhã com o Rio Ave.

Em Vila do Conde, cidade onde os sadinos nunca conseguiram vencer, o Vitória procura alcançar um triunfo inédito. "A estatística não tem nenhuma influência na nossa abordagem. Sabemos que é um jogo muito difícil, num campo onde nunca conseguimos ganhar. Pode ser que agora seja a primeira vez, é isso que pretendemos fazer", vincou, considerando que este campeonato está "muito equilibrado".

Nenê Bonilha, de 25 anos, recusa a ideia de o Rio Ave se poder apresentar algo fragilizado por já não vencer há quatro jogos. "Sabemos a capacidade que eles têm e que vai ser um jogo difícil. Têm uma grande equipa, mas a nossa preocupação é fazer o que o míster pede. Estudamos sempre os adversários e procuramos conhecer os pontos fortes e fracos para tirarmos vantagem", explicou.

Confrontado com a falta de eficácia que a equipa sadina tem acusado na finalização, o brasileiro acredita que essa questão será resolvida muito em breve.

"Só falha golos quem consegue criar oportunidades. É verdade que não estamos a fazer tantos golos como gostaríamos, mas estamos a trabalhar para melhorar e os golos vão aparecer com toda a naturalidade. Estamos a trabalhar para marcar na altura em que surgirem as oportunidades", reiterou Nenê Bonilha, confiante.


Autor: Ricardo Lopes Pereira