O médio Pedro Dias passou cinco anos no Benfica (entre os iniciados e os juniores) e vai defrontar os encarnados na Taça de Portugal pelo segundo ano consecutivo: agora pelo Olhanense, depois de o ter feito ao serviço do 1º Dezembro.

"Na época passada por pouco não aconteceu uma surpresa, pois o Benfica só chegou à vitória (1-2) no sexto minuto das compensações", lembra Pedro Dias, que agora sonha "com uma história diferente", sem deixar de reconhecer "o grande favoritismo do adversário".

O Benfica, diz Pedro Dias, "vem de uma série de resultados menos bons, mas o potencial e a qualidade estão lá e o plantel oferece um apreciável leque de soluções": "Não acredito que mostrem nervosismo ou receio."

O Olhanense "nada tem a perder". "E esta é uma boa oportunidade para mostrarmos que sabemos praticar bom futebol. Tentaremos oferecer um bom espetáculo e, quem sabe, provocar uma surpresa. Na Taça de Portugal, por vezes acontecem resultados inesperados", confia.

O jogador, de 24 anos, não esquece os tempos que passou de águia ao peito: "Estarei eternamente grato à instituição, que teve um contributo decisivo na minha formação como homem e como futebolista, passando-me valores e princípios de extrema importância", recorda. Desses tempos "só por lá resta o Bruno Varela". "Mas fui também colega do Gonçalo Guedes e do Ederson, que deixaram o clube este ano."

A simpatia pelos tetracampeões, garante o médio, "não se sobrepõe ao lado profissional". "Quero sempre que a equipa que represento ganhe. Oxalá seja um jogo interessante e o público possa apreciar um bom Olhanense", remata.

Autor: Armando Alves