Joel Rocha e Nuno Dias concordam num aspeto: o que poderá desequilibrar a final da Taça de Honra da AF Lisboa, em futsal, que se disputa hoje (14h30) no Pavilhão Multiusos de Odivelas, são as surpresas estratégicas que cada um dos técnicos preparar.

"Será um jogo no qual, provavelmente, não haverá segredos entre ambas as equipas e em que aquilo que pode existir são surpresas estratégicas, preparadas para o jogo em si", argumenta o treinador encarnado, em declarações à BTV, sendo secundado nesta opinião por Nuno Dias, no site dos leões.

"O papel do treinador é surpreender, tentar arranjar estratégias e esquemas que consigam ser diferentes daquilo a que estamos habituados, para que quem defende não esteja à espera. Claro que cada vez é mais difícil, mas com trabalho, alguma habilidade e estudo é sempre possível conseguirmos trazer alguma novidade que possa surpreender o adversário", assume o treinador verde e branco, recusando estabelecer paralelos entre este jogo e a Supertaça, disputada no início de setembro e ganha pelos leões (3-2).

"Não há jogos iguais e este é um momento diferente para ambas as equipas, vamos esperar que a nossa ideia de jogo e a nossa identidade se mantenham e consigamos acrescentar o segundo troféu da época ao Museu", assume Dias, num desejo que, no essencial, não difere em nada do de Joel Rocha.

"Queremos equilibrar a capacidade do adversário e aproveitar os momentos em que vamos ser superiores, estar mais fortes e melhores no jogo. Para, quando a oportunidade aparecer, estarmos preparados para ela e no final sermos felizes", conclui, na antevisão da final, que deverá contar com casa cheia.


Autor: João Lopes