A opção de Fernando Santos por Gonçalo Paciência no jogo de ontem, com os Estados Unidos, representou a sexta vez na história do futebol nacional em que um filho de internacional chegou à Seleção. O primeiro caso sucedeu com Raul Figueiredo, central e capitão belenense na segunda metade da década de 50, que repetiu o feito de seu pai Raul Tamanqueiro, o médio que, na década de 20, foi um dos grandes heróis da odisseia portuguesa nos Jogos Olímpicos. A dupla mais conhecida e com presença mais rica na equipa nacional foi a de José e Rui Águas, o primeiro entre os anos 50 e princípio de 60, o segundo a partir de meados da década de 80 até 1993. Tudo sem esquecer a presença de António Morato, em 1961, num jogo apenas, e do seu filho Maurício, que atingiu o topo nos anos 80, e de dois casos mais recentes: António Veloso viu o filho Miguel atingir a equipa de todos nós, o mesmo acontecendo com o campeão europeu António André relativamente ao filho André André.

Ontem chegou a vez da família Paciência. Domingos, avançado de referência do final da década de 80 e grande parte dos anos 90, celebrou ontem a estreia do filho Gonçalo na Seleção Nacional, ele que por pouco não marcava no primeiro contacto com a elite – pouco depois de entrar rematou à barra da baliza americana.

Ricardo Ferreira iguala feito de Fernando Couto

O encontro com os norte-americanos rendeu ao futebol português mais três novos internacionais. Depois de, em Viseu, frente à Arábia Saudita, Fernando Santos ter promovido a estreia de Kevin Rodrigues, Edgar Ié, Bruno Fernandes e Bruma, foi a vez de Ricardo Ferreira, Gonçalo Paciência e Rony Lopes terem sentido a emoção de envergar a camisola das quinas. Com uma particularidade em relação às estreias de sempre com os Estados Unidos, nas quais o central bracarense repetiu o feito de Fernando Couto: só eles se estrearam como titulares. Eurico Gomes (convocado por Mário Wilson), Vítor Baía e Jorge Couto (ambos chamados por Artur Jorge) foram apenas suplentes utilizados.

Autor: Rui Dias

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