A participação de Portugal no torneio olímpico de futebol, nos Jogos do Rio de Janeiro, deu um prejuízo superior a 500 mil euros. O número foi apresentado por Tiago Craveiro, diretor-geral da FPF, num encontro informal com jornalistas para explicar as contas do organismo, e onde também esteve presente o presidente Fernando Gomes.

O exemplo foi dado para explicar que apenas a Seleção A de futebol masculino é capaz de gerar receitas e ter uma atividade lucrativa, como aconteceu com a presença no Euro'2016. De resto, as restantes 20 seleções nacionais (futebol, futsal e futebol de praia, em vários escalões e de ambos os sexos) representam apenas custos.

Aliás, cerca de um terço das despesas da FPF em 2015/16, num total acima de 20 milhões de euros, foram relacionados com as seleções.

"São um investimento", sublinhou Fernando Gomes, lembrando que esta atividade é fundamental para alimentar a Seleção principal. "Ainda agora, no jogo com as Ilhas Faroé, estavam convocados 9 ou 10 jogadores com menos de 22 anos", recordou.

Além disso, nos últimos cinco anos, as seleções portuguesas mais do que duplicaram as presenças em fases finais relativamente aos cinco anos anteriores. "E, além disso, dentro das fases finais chegaram todas muito longe. Isso representa mais despesa", explicou Tiago Craveiro. 

Basta olhar para os resultados: a nível europeu, os sub-17 foram campeões, os sub-19 estiveram nas meias-finais, os sub-21 foram vice-campeões. Os sub-20 também estiveram nos quartos de final do Mundial do ano passado, que se disputou na longínqua Nova Zelândia.

O exercício que decorre neste momento, o de 2016/17, incluirá uma parte do Euro'2016 (os últimos 10 dias) e também a Taça das Confederações do próximo ano. No entanto, a FPF não espera grandes lucros da prova na qual se vai estrear e que servirá como teste ao Mundial'2018, na Rússia. "Se for como no Brasil, o mais certo é que nos dê prejuízo", referiu Tiago Craveiro.


Autor: Sérgio Krithinas