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Portugal sem precedentes no Europeu de sub-17

Tal como a Alemanha, no ano passado, atinge final sem golos sofridos

• Foto: André Sanano / FPF

Independentemente do resultado que venha a atingir na final do Campeonato da Europa de sub-17, que está a disputar-se no Azerbaijão, a seleção portuguesa liderada por Hélio Sousa tem inúmeros motivos para estar orgulhosa do seu desempenho até ao momento.

O triunfo, por 2-0, sobre a Holanda, que permitiu aos sub-17 lusos qualificarem-se para a final de de sábado (dia 21) em Baku, junta-se a um percursos sem falhas, em que Portugal foi ultrapassando todos os adversários que lhe saíram ao caminho.

Azerbaijão (5-0), Escócia (2-0), Bélgica (0-0), Áustria (5-0) e Holanda (2-0) foram opositores demasiado frágeis para um conjunto que se distingue, não apenas pela forma como ataca, mas também pela eficácia com que defende.

Prova disso, o facto da seleção nacional atingir a final da competição sem qualquer golo sofrido, o que sucede pela segunda vez desde que o Europeu de sub-17 é disputado por 16 países, ou seja, com cinco jogos antes do encontro decisivo. Em 2015, a Alemanha também o conseguira e perdeu no jogo do título com a França.

Em 2002, a campeã Suíça atingiu a final com 12 golos marcados e 2 sofridos. Em 2015, a França arrecadou o título, mas não conseguiu melhor do que 11 golos marcados e um sofrido, se não contabilizarmos o desempate por grandes penalidades, nas meias-finais, diante da Bélgica (2-1).
 
Só por uma vez o campeão conseguiu atingir o jogo decisivo sem ver as suas redes violadas. Foi a Holanda, em 2011, mas os termos não são comparáveis, já que a 'laranja mecânica' jogou apenas quatro encontos antes da final, com a Alemanha. E marcou apenas 4 golos nesses 4 jogos.

Nada que se aproxime do poder de fogo do conjunto comandado por Hélio Sousa, que antes da realização da outra meia-final (Alemanha-Espanha), que ditará o adversário de Portugal na final de sábado, lidera quase todos os 'rankings' elaborados pela UEFA nesta fase final.

Os sub-17 portugueses têm o melhor marcador da competição - José Gomes, com seis golos -; o 'rei' das assistências - Gedson Fernandes, com 3 - e dois dos jogadores que mais visam as balizas contrárias - Miguel Luís e José Gomes, ambos com sete tentativas.

Perante isto, Portugal pode não conseguir recuperar o título que lhe foge desde 2003 - campeão numa final disputada em Viseu -, mas já deixou a sua marca num torneio que tem sido um 'passeio' para um conjunto... que merece ser feliz.
Por João Lopes
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