Apesar do regresso aos triunfos da seleção nacional, frente à Suiça (2-1), em jogo do grupo 8 da fase de qualificação para o Europeu'2019 de sub-21, Rui Jorge deixou alguns reparos à exibição da sua equipa.

"Depois e antes [dos golos], existiram algumas coisas que não agradaram. A espaços, jogámos bem e mostrámos alguma qualidade, mas somos muito inconstantes e ainda não temos segurança no jogo. Hoje [terça-feira], defendemos um bocadinho mais baixo, porque eles têm jogadores muito rápidos e perigosos no ataque. Acabámos por vencer, não da forma que pretendíamos, face às oportunidades que tivemos, mas ganhámos", frisou, analisando, posteriormente, o lance em que João Carvalho desperdiçou o 2-0, de penálti. "Poderíamos ter passado para um patamar superior mas tentámos jogar corretamente", reiterou.

Em terceiro lugar do grupo, com 7 pontos, Portugal está a cinco da liderança, ocupada pela Roménia, mas tem menos dois jogos realizados. Para já, o selecionador não quer pegar na calculadora, embora admita o equilíbrio do grupo.

"Há, de facto, uma seleção mais frágil, que é a do Liechtenstein, as restantes podem roubar pontos a todas as outras. Temos de estar preparados e, na segunda volta, demonstrar que somos mais fortes. Em nenhum momento, acho que estivemos sem depender de nós próprios, mas não faço ainda essas contas. Perdemos cinco pontos e não queremos perder mais", realçou.

Com quatro partidas realizadas (duas em casa e duas fora), a formação lusa soma seis pontos na condição de visitado mas apenas um como visitante. Rui Jorge não esconde que a equipa se sente mais confortável a jogar perante os seus adeptos.

"Jogar em casa é mais reconfortante, os nossos jogadores gostam deste entusiasmo, mas uma fase de grupos dos sub-21 é tradicionalmente muito complicada. Não sentimos isso nas duas edições anteriores, porque conseguimos fazer muitos pontos e ganhar vantagem logo no início", concluiu.