A hipótese já havia sido levantada na antevisão do encontro, mas Fernando Santos nunca abriu definitivamente o jogo sobre a possível poupança de Cristiano Ronaldo diante de Andorra, por causa de um eventual cartão amarelo que o poderia deixar de fora do duelo com a Suíça. Após o encontro, o selecionador nacional abordou esse tema e explicou que não foi apenas pelo aspeto disciplinar que o melhor do Mundo ficou de fora.

"Pensei muito, ponderei bem. O Ronaldo não treinou a 100% em dois dos dias de trabalhos. Havia muitos fatores que levaram a tomar essa decisão. Não foi só a questão do cartão amarelo, porque ele é um jogador muito experinete. Mas estes jogos são complicados, tentei gerir e fazer o que era melhor. Se é questionável ou não... acabámos por ganhar e isso é que importa", considerou, à RTP.

Em relação ao encontro, Fernando Santos admite que a atuação na primeira metade não lhe agradou. "Sabíamos que ia ser dificíl e notou-se que a equipa sentiu dificuldades a adaptar-se ao campo. E depois com a defesa deles muito fechada. Faltou dinâmica. Na primeira parte não estivemos ao nível que pensava que éramos capazes. Faltou apoio ao ponta de lança. Estávamos sempre a utilizar o corredor num primeir movimento, mas faltou o jogo interior, o que fez com que Andorra ficasse mais confortável a defender. Nós trocámos bola, mas com pouca objetividade. Disse isso aos jogadores, que faltou encostar os médios mais na frente, os alas virem mais para dentro para ajudar o ponta de lança. Penalizou-nos. Tive necessidade de colocar o Ronaldo em campo, mais um avançado e tudo melhorou. Houve um período de adaptação, mas a partir de certo momento carrilámos e criámos situações. Acabámos por vencer bem como queríamos. Tínhamos também o objetivo de não levar cartões e acabar sem lesões. Na primeira parte faltou dinâmica. Eles quiserem, mas não era fácil, pois a bola estava difícil de controlar", disse.

Autor: Fábio Lima