Dois jogos na qualificação, outros tantos pontos e Jorge Sampaoli, selecionador da Argentina, é claro: "Complicámos mais a nossa vida devido à falta de contundência no ataque. Oxalá este incómodo não nos baralhe nem nos bloqueie no futuro imediato." O discurso de alerta no fim do empate caseiro (1-1) com a Venezuela diz tudo: soaram os alarmes na Argentina e, a 4 de outubro, há uma ‘final’ com o Peru, que vive momento oposto e atravessa a melhor fase da qualificação com três vitórias seguidas, a última também na madrugada de ontem no Equador.

Atualmente no 5º lugar da qualificação para o Mundial2018, a Argentina tem um problema no ataque, apesar de ter tido Messi, Dybala, Di María e Icardi titulares contra a Vinotinto e ainda o sportinguista Acuña – rendeu Di María aos 25’, devido a lesão deste e fez a jogada do autogolo de Feltscher – e Agüero no banco. Já o golo da Venezuela foi da autoria de John Murillo, avançado cedido pelo Benfica aos turcos do Kasimpasa.

Nos últimos quatro jogos, a Argentina fez dois golos – contando com este autogolo – e Sampaoli admite que o problema da ineficácia é grave: "Irrita ser tão superior ao adversário e não ganhar um jogo importante. A ansiedade tem bloqueado o talento... tivemos 11 ocasiões claras na 1ª parte. Mas temos de ser fortes e reagir já."

Jejum de 367 minutos

A situação é grave e a Argentina está obrigada a responder frente ao Peru e Equador se quer estar no Mundial’2018. Há 367 minutos – desde a receção à Colômbia a 15 de novembro de 2016 – que um jogador da seleção albiceleste não faz um golo de bola corrida na qualificação. E há 344 minutos que a equipa de Sampaoli não faz um golo: fê-lo Messi, de penálti, frente ao Chile em março. Por fim, nota para o Uruguai, que bateu (2-1) o Paraguai e subiu ao 2º lugar, ficando perto do Mundial. Maxi Pereira (FC Porto) foi titular e Coates (Sporting) ficou no banco.

Autor: Hugo Neves