Nem todos os defesas podem ter rótulo de goleador até porque a sua principal função é proteger a baliza da sua equipa. André Teixeira cresceu no FC Porto, subiu de divisão pelo Belenenses e ganhou maturidade no Trofense, Mafra e Leixões. Aos 24 anos, foi convidado a assinar pelo AEL Limassol e em Chipre, após o natural período de adaptação, já é titular e até marca. "Não fazia um golo desde 2015. Como devem compreender, a alegria foi enorme e dá-me maior motivação para continuar a trabalhar nos limites. Os meus amigos aí de Portugal souberam logo e fartaram-se de me mandar mensagens", afirmou, a Record, o defesa central.

Antigo internacional jovem português, André Teixeira adaptou-se bem à nova realidade nesta que é a sua primeira experiência no estrangeiro: "Foi tudo muito mais fácil do que eu estava à espera. O facto de termos um treinador português [Bruno Baltasar] e vários jogadores que passaram pelo nosso campeonato ajudou, mas a cidade é tranquila, o tempo é bom e o clube apostou muito nas condições de trabalho, nomeadamente num novo centro de treinos. Não nos falta nada."

O objetivo do AEL é garantir um lugar nas competições europeias na nova temporada, mas para isso é preciso subir, pelo menos, mais um lugar na tabela. "Estamos confiantes que o vamos conseguir. Faltam dois jogos para terminar a fase regular e depois, nos playoffs, vão ser só dérbis e quase todos vão perder pontos. Temos equipa e qualidade para atingir os nossos objetivos", prossegue o defesa.

Há muito que Chipre foi um ‘refúgio’ para muitos jogadores portugueses e a qualidade do campeonato está cada vez melhor: "Não só portugueses. Aqui jogam internacionais de vários países. Principalmente, as equipas do topo da tabela são muito fortes e têm imenso talento individual. As outras apostam mais num futebol físico e intenso. E a verdade é que os melhores campeonatos europeus têm futebol muito intenso. Aqui isso não falta e torna os jogos mais espectaculares."

Autor: Ricardo Vasconcelos