Joseph Blatter, antigo presidente da FIFA, banido do futebol por seis anos, devido ao escândolo dos subornos que eclodiu em 2015, garante que continua a ser uma pessoa popular e querida... pelo menos na sua cidade, Zurique, e no seu país, a Suíça.

"Não tenho a sensação de ser um homem rejeitado. Por que seria eu rejeitado? Eu fiz um bom trabalho na FIFA... Sinto que onde quer que vá as pessoas e os jovens reconhecem-me, querem tirar fotografias comigo e dizer olá. Ainda tenho fãs que me escrevem", assegurou Blatter numa troca de impressões mantida esta sexta-feira com jornalistas internacionais, na qual garantiu que as conversas mantidas com Departamento de Justiça dos EUA, em outubro ou novembro de 2016, não fazem dele suspeito... de absolutamente nada.

"Tive muito pouco contacto com meus advogados americanos, porque nunca fui uma pessoa que estivesse sob escrutínio da justiça norte-americana", garantiu o antigo dirigente, de 81 anos, admitindo que os assuntos sobre os quais foi ouvido nada têm de grave: "Fui investigado em duas ou três matérias... mas nada de ilegal".

Considerando-se ele próprio um "saco de pancada", no meio do processo de corrupção que conduziu à suspensão ou afastamento de dezenas de dirigentes do futebol mundial, Joseph Blatter garante desconhecer, em absoluto, estar envolvido num outro processo, iniciado em setembro de 2015, relacionado com má administração criminal e apropriação indevida.


"Nunca ouvi nada, o meu advogado nunca ouviu nada sobre isso, o que, aliás, não me surpreende, porque não havia razões para abrirem um caso contra mim. Fui ouvido e vou ser ouvido no futuro, mas não nesses casos. Sou ouvido em casos relativos às atividades na FIFA, como uma fonte de informação", concluiu o antigo presidente da FIFA.

Autor: João Lopes