O Equador só cumpria calendário na última jornada da zona sul-americana de qualificação para o Mundial'2018, na madrugada de quarta-feira. Já afastados da corrida a um lugar na fase final da competição que tem lugar na Rússia, os futebolistas tinham de defender a honra da seleção do seu país diante da Argentina, que entrava em campo obrigada a vencer, cenário que se concretizaria graças a três golos de Lionel Messi (3-1).

Todavia, um quinteto entendeu que o estágio era para levar na 'desportiva' depois das contas estarem fechadas para a equipa nacional, atitude que motivou uma reação enérgica da federação, que foi enquadrada pelo presidente Carlos Villacís:

"Mal recebemos o relatório do Jorge Célico [selecionador], com os pormenores de todos os factos, o comité decidiu por unanimidade suspender indefinidamente os cinco futebolistas envolvidos. O ato de indisciplina que cometeram foi abandonarem o local de estágio da seleção à meia noite de sexta-feira, regressando às 2h20."

"É uma decisão muito dura, que vai doer muito aos rapazes, mas tinha de ser tomada de forma a evitar que se abrisse um precedente em relação aos jogadores que serão chamados à seleção no futuro", reforçou Villacís, sem revelar os nomes dos envolvidos na saída noturna após a derrota sofrida diante do Chile (2-1), em Santiago, na sexta-feira, que afastou a seleção da luta pela qualificação.

Mas o jornal 'El Comercio' investigou e identificou os infratores: Enner Valencia, Jefferson Orejuela, Robert Arboleda, Gabriel Cortés e Joao Plata.