Aos 30 anos, Rúben Micael aceitou rumar ao futebol israelita e ficou surpreendido ao chegar a Telavive. A adaptação tem corrido às mil maravilhas e, este fim de semana, estreou-se a marcar pelo Maccabi, na vitória (3-0) sobre o Bnei Sakhnin. "A experiência tem sido melhor do que eu estava à espera. Quando ouvimos o nome de Israel, pensamos logo em bombas e Telavive nada tem a ver com isso. É uma das melhores cidades do Mundo, com uma ótima qualidade de vida e uma segurança fantástica. Quando recebi o convite, admito que estava receoso, mas fiquei muito bem impressionado com a qualidade de vida que há aqui", diz a Record, confessando que em Israel renasceu para o futebol: "Todos sabem que fui para a China por razões económicas. Mas aqui o campeonato é dez vezes superior e a paixão dos adeptos é impressionante. Não posso compará-lo, a nível técnico, com Portugal, mas, em agressividade e intensidade, não perde em nada para o nosso."

O Maccabi contratou Lito Vidigal em fevereiro e o técnico... ganhou os jogos todos, recolocando a equipa na luta pelo título: "Já conhecia o Lito dos trabalhos feitos em Portugal mas tem sido uma surpresa muito boa ser orientado por ele. Em pouco tempo construiu uma equipa forte e deu-lhe intensidade. Estávamos a 8 pontos quando eu cheguei e agora estamos a 3. Sinto-me muito bem aqui e, depois de descer de divisão na China, algo que nunca me tinha acontecido, posso agora vencer a liga e a Taça de Israel. Ganhei aqui uma nova vida e faz toda a diferença contar com Lito Vidigal."

Por fim, o médio que está cedido pelos chineses Shijiazhuang Ever Bright ao Maccabi Telavive deixou uma crítica à nova aposta oriental no futebol. "Enquanto não mudarem a mentalidade, nunca serão uma potência no futebol. Não podem querer sê-lo sem que os clubes tenham formação. Só o dinheiro não lhes bastará", disse.

Autor: Hugo Neves