Andrés Iniesta recusou assinar pelo Barcelona, na primeira abordagem feita pelo gigante catalão ao Albacete, para levar aquele que é hoje um dos mais titulados futebolistas da história do futebol espanhol. A história é contada pelo capitão blaugrana, que, em entrevista ao programa 'Universo Valdano', da 'beIN Sports', recua 20 anos no tempo, para relembrar um dos dias mais marcantes da sua existência.

"A primeira resposta foi que não ia, porque interrompia o meu vínculo familiar, ao ir para um sítio tão afastado sem eles. Com o passar das semanas e a conversar com o meu pai, ele fez-me ver que era um desafio. Com o meu pai tenho muita confiança, muita afinidade e sei que, quando me diz as coisas, normalmente acerta", relembrou o internacional espanhol, que tem ainda bem presente a viagem entre a natal Fuentealbilla e a capital da Catalunha.

"Nesse dia, em que viemos os quatro, os mais pais, o meu avô e eu, fui toda a viagem a tremer. Essa noite fiquei na Masía e eles foram para o hotel. Foi uma das piores sensações. O meu pai, com toda a sua valentia, se não pela minha mão, nessa noite teria voltado a Masía e ter-me-ia levado outra vez para casa", ironiza o médio da região de La Mancha, repisando as dúvidas que, por essa altura, povoaram o seu pensamento.

"Arrancam-te das tuas raízes, aos 12 anos, é muito mais duro. Ao meu pai tenho muito respeito e sabia que tinha de dar o passo. Disse-lhe que dava o passo e que aguentava um ano. Seguiram-se os piores meses da minha vida, como pessoa, mas com a ajuda de todos tudo foi muito melhor", concluiu Andrés Iniesta, que, nestes 20 anos, entre muitos outros títulos menores, conquistou um Campeonato do Mundo, dois Campeonatos da Europa, três taças intercontinentais, quatro ligas dos Campeões, três supertaças europeias e oito ligas espanholas.



Autor: João Lopes