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Zidane convicto que o jogo em Girona vai decorrer "normalmente"

Apesar da crise política na Catalunha

• Foto: EPA
O treinador do Real Madrid mostrou-se este sábado convicto de que a visita ao Girona, no domingo, da 10.ª jornada da Liga espanhola, vai decorrer "normalmente" apesar da crise política na Catalunha, que exige a independência.

Na antevisão à partida, Zinedine Zidane assegurou que não tem qualquer informação da Liga espanhola sobre eventuais riscos de segurança, ao contrário do que chegou a ser avançado por alguns órgãos de informação.

"Nada, nenhuma novidade. Tudo se vai passar normalmente. Vamos viajar até Girona esta tarde e jogar no domingo às 16h15 (locais, 15h15 em Lisboa)", afirmou o treinador do Real Madrid, terceiro classificado, com 20 pontos, menos cinco do que o FC Barcelona.

Zidane reiterou que "não há nada de especial" no encontro, no terreno dos catalães, 15.ºs classificados com nove pontos, tratando-se apenas de "mais um jogo do campeonato" e que será nesse contexto que a equipa irá entrar em campo.

"Obviamente que teremos em atenção a situação (na Catalunha), mas vamos concentrar-nos unicamente no jogo", acrescentou.

A visita do Real Madrid a Girona, após a declaração de independência da Catalunha, na sexta-feira, cativou atenções, até porque o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, é adepto dos 'merengues' e Carles Puigdemont, que foi destituído do cargo de presidente regional da Catalunha, é apoiante do Girona.

Por precaução, a equipa do Real Madrid deverá chegar ao estádio de Montilivi, com capacidade para 13.200 pessoas, num autocarro descaracterizado, como ocorreu no último clássico frente ao FC Barcelona.

"Existe algum ruído em volta do encontro, mas não nos vamos preocupar. Vamos concentrar-nos naquilo que importa, que é o que vamos fazer no terreno de jogo", sublinhou Zidane.

Devido à lesão do guarda-redes Keylor Navas, Zidane deverá entregar a titularidade ao catalão Kiko Casilla, nascido perto de Tarragona e que atuou durante seis anos na equipa do Espanyol.

"Ele [Kiko Casilla] está tranquilo e preparado para jogar, não interessa o sítio onde nasceu", concluiu o treinador francês.

Na sexta-feira, Marta Madrenas, presidente da câmara de Girona, e Delfi Geli, presidente do clube local, asseguraram a inexistência de qualquer risco que obrigasse ao adiamento do encontro.

Em declarações à TV3, Madrenas considerou que, "em Girona, como em toda a Catalunha, as pessoas são absolutamente cívicas e responsáveis", pelo que não antevê problemas relacionados com a situação política na região, depois da declaração de independência.

A presidente da câmara considerou que a possível suspensão do jogo por razões de segurança era "uma ideia ridícula".

"Não há que temer nenhum tipo de problema nesse sentido", frisou Marta Madrenas.

Delfí Geli alinhou pelo mesmo discurso, antevendo um jogo com "toda a normalidade" e "uma festa do futebol".

"O que as pessoas querem é desfrutar deste ano na primeira divisão e ver a sua equipa jogar contra o Real Madrid", referiu o dirigente.

O parlamento regional da Catalunha aprovou na sexta-feira a independência da região de Espanha, numa votação sem a presença da oposição, que abandonou a Assembleia Regional e deixou bandeiras espanholas nos lugares que ocupavam.

Quase ao mesmo tempo, em Madrid, o Senado aprovava a intervenção na autonomia catalã, tendo o Governo espanhol reunido em seguida para aprovar as medidas para restituir a legalidade institucional na região.

O Governo central anunciou ao fim do dia de sexta-feira a dissolução do parlamento regional, a realização de eleições em 21 de dezembro próximo e a destituição de todo o Governo catalão, entre outras medidas.
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