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Carvalhal dá a mão a Renato Sanches... mas não lhe fala em português

Novo treinador do Swansea satisfeito com evolução do médio em muito pouco tempo

• Foto: Reuters
O saldo da entrada de Carlos Carvalhal no Swansea cifra-se numa vitória (Watford) e uma derrota (Tottenham). Tudo muito intenso, no espaço de apenas quatro dias. Em segundo plano destaca-se a evolução de Renato Sanches, internacional português muito criticado pelos fracos desempenhos. Mas desenganem-se os que já estão a apontar a língua como explicação para esta mudança.

"Devo dizer que não ando a comunicar muito com ele. Falo com ele em inglês na maior parte do tempo, da mesma forma como faço com outros jogadores. Não estebeleço diferença para ele", adiantou Carvalhal após a derrota em casa diante do Tottenham (0-2), prosseguindo:

"O que lhe digo a ele digo aos outros jogadores de forma a dar-lhes confiança para que acreditem neles próprios e para lhes dar tarefas claras quando têm a bola e quando não têm a bola. Acho que estiveram muito bem até agora e penso que o Renato também."

O treinador recordou depois a idade do jogador que está no Swansea desde o verão, por empréstimo do Bayern Munique: "Acho que o Renato tinha 20 anos há dois meses, ou qualquer coisa assim. É um miúdo, que está ainda a evoluir e não um jogador que sabe tudo sobre futebol. Encontra-se num processo para se tornar num melhor jogador. Esteve muito bem no Benfica e na seleção de Portugal, mas precisa de melhorar [em certos] aspectos e de aprender. E [por outro lado] nós temos de vencer e ganhar confiança."

"Demos-lhe uma tarefa específica no último jogo e também neste. No primeiro não começou muito bem, mas esteve a um melhor nível na segunda parte. E penso que depois de três dias [de trabalho], apenas três dias, subiu para outro nível [no jogo com o Tottenham]", acrescentou, para encerrar:

"Acredito que ele vai estar em melhor nível no futuro porque o Swansea tem nele um jogador mesmo muito bom, mas que ainda é um miúdo que está a aprender e não um jogador feito que podemos colocar na equipa dizendo-lhe 'agora joga e faz o que tens de fazer'. Porque se fizermos isso será difícil ganhar - não estou a criticar o que foi feito no passado. Sinto que ele precisa de ter um papel e que se tenha confiança nele. Acredito que fará uma excelente segunda metade de temporada."
Por António Espanhol
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