Depois de vários avanços e recuos, a intransigência de Diego Costa parece mesmo ter dado frutos. Ao que tudo indica, o At. Madrid venceu o braço de ferro com o Chelsea e garantiu a contratação do avançado por uma verba a rondar os 60 milhões de euros. A grande dúvida prende-se com os detalhes do negócio, nomeadamente com o pagamento do valor na íntegra ou em variáveis. Certo é que Diego Costa cumpre assim o desejo de regressar ao Vicente Calderón e torna-se o jogador mais caro da história do emblema colchonero.

Para trás fica uma dura resistência dos blues, que nunca admitiram negociar a venda do atacante. Após três meses de férias no Brasil, Diego Costa regressou a Londres, manifestou o desejo de sair e foi colocado a treinar com as reservas, algo que deteriorou ainda mais a relação com o clube. Dada a situação delicada, o Chelsea acabou por ceder, aceitando sentar-se à mesa e fechar o acordo.

Recorde-se que mesmo que o negócio ficasse selado antes do fecho do mercado, o internacional espanhol só poderia jogar pelo At. Madrid em janeiro, face ao castigo imposto pela FIFA que proibia o clube de inscrever jogadores na última janela de transferências.

Enrique Cerezo irónico

Confrontado com notícias que davam conta do regresso da família de Diego Costa a Madrid, o presidente do At. Madrid, Enrique Cerezo, reagiu com ironia. "Se a família dele se está a mudar para Espanha, digam-me para onde para ir falar com eles", atirou, sorridente, negando o acordo: "Não sei de nada. É jogador do Chelsea e até janeiro há muito tempo."


Autor: Fábio Aguiar