O longo consulado de Wenger no Arsenal – duas décadas – está a cair de maduro. Cada vez mais contestado por o avultado investimento não ter correspondência na conquista de títulos, o francês mantém o tabu em relação à continuidade. O contrato termina a 30 de junho, mas ele tem há muito em cima da mesa uma proposta de renovação por duas épocas. Um convite que pode ter sofrido forte machadada após a humilhação (5-1) com o Bayern, claro!
O treinador sente dificuldades em explicar como é que um investimento de 808 milhões de euros em reforços – desde que ‘aterrou’ no Arsenal – só redundou na conquista de 15 troféus. Não vence a Premier League desde 2003/04, preparando-se para sair pela porta baixa nos ‘oitavos’ da Champions pelo 7º ano seguido.

Já para a rua!

A lista de detratores vai crescendo, contemplando notáveis e anónimos. A massa afeta aos gunners está cansada dos insucessos do gaulês – aufere 9,3 milhões de euros por ano –, pedindo a sua cabeça através do Twitter. Já famosa é a hashtag ‘Wenger Out’ (‘Wenger Rua’). Enorme tem sido o número de adeptos a tentar vender os bilhetes para o jogo com o Bayern no Emirates. Paul Doswell, treinador do Sutton, propõe-se agudizar a crise do Arsenal na 2ª feira, por ocasião dos ‘oitavos’ da Taça. O futuro de Wenger passa por esse jogo e pelo percurso na Premier League, onde segue no 4º posto. Quem o assume é Wenger, que tenciona tomar uma decisão em meados de março ou abril.

Autor: Nuno Pombo