No mesmo dia em que tomou posse para novo mandato à frente do Real Madrid, Florentino Pérez falou do tema do momento, tanto em Espanha, como a nível mundial em termos futebolísticos: a situação de Cristiano Ronaldo. Em declarações à Onda Cero, o líder dos merengues admitiu que ainda não falou com o português, esperando que a Taça das Confederações chegue ao fim para perceber o que, afinal, se passou para que CR7 deseje deixar o Santiago Bernabéu.

"Não falei com o Cristiano, não posso dizer... A três dias da final de Cardiff, a Junta Eleitoral convocou eleições e há pouco tempo fechou o prazo de entrega de candidaturas. Nesse perído tentei ser respeituoso com os demais e não tomei parte ativa. Soube de tudo através dos jornais. Não tenho nenhuma solução. O Cristiano, como os restantes jogadores com contrato, é jogador do Real Madrid. O que possa ter sucedido, que seguramente algo aconteceu, ele irá contar-nos e veremos o que se passa. Não percebi ainda muito bem... Está num torneio importante, como a Taça das Conferações, e até que termine não vou perturbar o ambiente da seleção. Não sei o que aconteceu. Tudo isto é estranho. Mas o que tiver sucedido, ele vai contar-nos", disse.

Paralelamente à vontade CR7 em mudar de ares surgiu também a questão da alegada fuga aos impostos, algo que Florentino Pérez prefere não comentar diretamente, até porque confessa não conhecer bem o tema.

"Conheço o Ronaldo e é uma boa pessoa, um bom profissional. Tudo isto é muito estranho. Falarei com ele e terá de me dizer. Vou defendê-lo enquanto pessoa. Parto do princípio de que todos devem cumprir as suas obrigações fiscais, mas também de que ele tenha cumprido essas mesmas obrigações. Segundo me parece, tem a mesma estrutura que tinha em Inglaterra, um país da União Europeia. Isso valeu-lhe lá e trouxe-o para cá. Vi como se tratou da notícia e afetou-me", admitiu, deixando posteriormente loeigos ao carácter do avançado português.

"Tem muita personalidade e é muito solidário. Faz um papel social que as pessoas não conhecem. Estou certo de que não fugiu aos seus deveres fiscais, suponho que tudo isto seja uma confusão", acrescentou.


Autores: Fábio Lima e Hugo Neves