Philippe Coutinho pode tornar-se em breve jogador do Barcelona, naquela que será a segunda transferência mais cara da história, mas a vida do craque brasileiro poderia ser bem diferente se o Real Madrid o tivesse contratado em 2008, quando tinha apenas 16 anos.

Os merengues tiveram oportunidade de o fazer, mas preferiram Alípio, que atuava no Rio Ave e que, em 2010, haveria de se mudar para o Benfica, onde nunca passou da equipa B. Após sucessivos empréstimos, acabou por se desvincular dos encarnados quase no anonimato. Atualmente, joga no Fortaleza, cedido pelo Tombense.

A história foi contada esta quarta-feira pelo diário espanhol 'Marca'. Miguel Ángel Portugal, na altura diretor-desportivo dos merengues, chegou a acordou com o Vasco da Gama para contratar o então promissor futebolista por 2,5 milhões de euros. Mas o clube preferiu Alípio e Coutinho haveria de ser contratado pelo Inter Milão dois anos mais tarde.

Foi precisamente 2,5 milhões de euros que o Real Madrid pagou para contratar Alípio ao Rio Ave, onde atuava nas camadas jovens. A carreira dos dois jogadores, ambos com 25 anos, foi feita em sentido inverso: Coutinho tornou-se numa das maiores estrelas do futebol atual; Alípio jogou nos Emiratos, em Chipre, na Grécia e voltou ao Brasil, sempre em clubes menores.

No seu blogue, Miguel Ángel Portugal descreveu o sucedido. "Todos os relatórios eram favoráveis. Com essa decisão tomada, desloquei-me pessoalmente ao Rio de Janeiro para o ver treinar e jogar, falar com os pais dele e reunir-me com o clube. Tudo correu bem, mas quando regressei tive uma surpresa. O presidente do Real Madrid, Ramón Calderón, comunicou-me que tínhamos contratatado Alípio, um jovem de 16 anos que estávamos a observar do Avaí português [sic] e que os olheiros daquela zona consideravam interessante se ficasse livre", descreveu, num texto de 2012. Algo que o próprio Miguel Ángel Portugal confirmou que não aconteceu, pois o Real acabou por pagar por Alípio o mesmo que iria pagar por Coutinho.


Autor: Sérgio Krithinas