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Fernando Pimenta: «Fica a faltar o ouro olímpico, a cereja no topo do bolo»

Canoísta pisca o olho a Tóquio'2020, depois da dupla conquista nos Mundiais

• Foto: EPA
O bicampeão do mundo Fernando Pimenta assumiu este domingo que o que separa um atleta de eleição de todos os outros é o rigor com que encara as exigências da canoagem, a modalidade que acolheu.

"Um superatleta é igual a todos os outros, mas tem regras, disciplina e muito trabalho por trás", disse, minutos depois de subir pela segunda vez ao mais alto lugar do pódio dos Mundiais de Montemor-o-Velho.

Depois de repetir o ouro em K1 5000, que se seguiu ao inédito título de sábado em K1 1000, Pimenta completou: "O desporto neste momento não tem segredos. Tem muito trabalho, sacrifico, abnegação e dar tudo por tudo. Temos também dias menos positivos, contudo temos de levantar cabeça e buscar energia nos momentos fantásticos como este. E trabalhar."

Para conquistar a medalha de ouro, o canoísta de Ponte de Lima liderou a prova quase sempre e completou-a em 21.42,196 minutos, batendo o dinamarquês René Poulsen, por 1,527 segundos, enquanto o espanhol Javier Hernanz terminou em terceiro, a 4,369.

O tricampeão da Europa em K1 1000, e que já perdeu a conta às medalhas internacionais na sua carreira, deseja agora voltar ao pódio olímpico - foi prata em Londres2012 com Emanuel Silva em K2 1000 -, mas agora para o lugar mais alto

"Fica a faltar o ouro olímpico, a cereja no topo do bolo de qualquer atleta. Sei que é possível. Primeiro, o apuramento olímpico. Depois todo o trabalho direcionado para os Jogos", assumiu.

Pimenta diz que "todas as medalhas são especiais", até porque o "ajudam a evoluir e crescer como ser humano".

"O quinto lugar nos Jogos Olímpicos fez de mim um atleta ainda mais maduro, forte psicologicamente, e isso ajudou-me a conquistar estas medalhas de ouro, que também são do meu treinador e de todos os meus colegas da seleção", vincou.

Pimenta garante que os dois títulos mundiais em 24 horas "ficam na história do desporto nacional e da canoagem mundial, pois poucos atletas o conseguiram fazer".

"Durante a prova tentei deixar os principais adversários para trás, porém ninguém colaborava na frente. Nos metros finais reparei que mais nenhum adversário ia conseguir disputar o sprint. Sentia-me muito fresco. Foi o momento em que pensei que vou conseguir ganhar, com o treinador ao lado a gritar e a puxar por mim", contou.

Pimenta admitiu que as bancadas repletas com milhares de adeptos a gritar pelo seu nome o fez ter vontade de "fazer sprints e arrancar", mas sossegou, pois tinha a prova para gerir.

"Estou extremamente feliz. Agora é celebrar a de ontem e a de hoje", concluiu.
Por Lusa
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