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Marino Lejarreta: «Azevedo é bom na montanha e no contra-relógio»

«ADJUNTO» DA ONCE ELOGIA REFORÇO PORTUGUÊS

JOSÉ Azevedo é o ciclista do momento. Depois de uma temporada preenchida por grandes resultados e onde confirmou todas as suas qualidades, o vila-condense de 26 anos, profissional desde 1994, protagoniza uma das transferências mais mediáticas do ciclismo português: a partir da próxima época vai representar a espanhola ONCE, considerada uma das melhores formações do pelotão internacional.

Do Maia MSS guarda as melhores recordações, sobretudo o reconhecimento e a compreensão com que todas as pessoas aceitaram a mudança, apesar do vínculo com os maiatos ter a duração de mais um ano. Afinal, o contrato de duas épocas com a ONCE colocará o corredor luso como colega, por exemplo, do espanhol Abraham Olano e do francês Laurent Jalabert...

No entanto, como frisou ao nosso jornal, o director-desportivo adjunto dos espanhóis, Marino Lejarreta, Azevedo não se limitará a trabalhar para as ”estrelas da companhia”: ”Tudo depende da estratégia da equipa e das próprias características da corrida. Mas, o mais importante é que ele demonstre aquilo que é capaz de fazer, pois não partimos para as provas com ideias pré-concebidas”.

Embora esclarecendo que a questão das contratações devia ser comentada pelo director-desportivo, Manolo Saiz, Lejarreta admitiu conhecer bem as capacidades do quarto classificado na Volta a Portugal, com um total de 32 vitórias como profissional. ”É um corredor que me agrada muito. Observei-o durante uma prova no início da temporada (n.d.r. – GP Portugal Telecom). Lembro-me que venceu depois de um excelente desempenho, tendo batido o Alberto Martinez, da Euskaltel”, começou por afirmar o vencedor da Vuelta em 1982, acrescentando: ”Impressionou-me, acima de tudo, nas etapas de montanha. Era o corredor mais forte do pelotão”. Lejarreta concluiu a sua opinião pessoal sobre José Azevedo com uma frase paradigmática sobre o seu valor: ”É um excelente trepador que se defende muito bem no contra-relógio”.

UMA ÉPOCA EM GRANDE

José Azevedo vai para a ONCE num ponto de viragem na sua carreira. Após passagem pela Recer Boavista (1994/1995), seguiu-se a entrada para a Maia (desde 1996), onde cimentou a sua evolução, e gradualmente confirmou o estatuto de uma das maiores promessas do pelotão português. No primeiro ano na formação maiata, orientada por Manuel Zeferino, Azevedo ganhou o Campeonato de Portugal de contra-relógio, triunfo que repetiu no ano seguinte. E em 1998 ganhou mesmo a Volta a Portugal do Futuro.

Este processo viria a culminar esta temporada apesar de mais uma vez ter falhado num objectivo: a vitória na Volta a Portugal. Mas os segundos lugares alcançados na Volta ao Algarve (atrás de Alex Zulle, da Banesto) e no GP Jornal de Notícias, a vitória no GP Portugal Telecom, e o quarto lugar na Volta às Astúrias (chegou a andar de amarelo durante dois dias), tornaram inevitável o merecido salto.
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