Para a organização da Flèche Wallonne, a mesma que coloca o Tour na estrada, Rui Costa está entre os outsiders que podem hoje chegar à vitória na edição 81 de mais uma clássica das Ardenas. O ciclista da UAE tem como melhor resultado nesta prova de um dia o 10º lugar em 2016, mas atendendo ao bom início de temporada que tem feito e à rodagem no domingo na Amstel Gold Race (chegou no pelotão, em 38º), tem a confiança necessária para poder fazer melhor que o desfecho do ano passado. Mas há que contar também com um momento menos bom daquele que é apontado como o favorito dos favoritos: Alejandro Valverde (Movistar).

O espanhol parte à procura da quinta vitória, a quarta seguida, na corrida belga, que termina como habitualmente no muro de Huy, uma subida de 1,3 km com percentagem média de inclinação a rondar os 9,6 por cento e a passar por três vezes. Mas os últimos 68 km, dos 199 do total, contemplam outras montanhas, que tornam esse ‘troço’, em circuito, num autêntico sobe e desce.

André Cardoso e Rúben Guerreiro (Trek) são os outros portugueses que estão na linha de partida da Flèche Wallonne, cuja grande baixa é o belga Philippe Gilbert, vencedor no domingo da Amstel Gold Race.


Autor: Ana Paula Marques