Os treinos livres do Grande Prémio de Portugal de motonáutica, prova de abertura do Campeonato do Mundo de F1, que se realiza durante o fim de semana, em Portimão, foram cancelados esta sexta-feira devido ao vento forte que se fez sentir naquela região do país.

"Devido às condições atmosféricas, não estão reunidas as condições de segurança para a realização dos treinos agendados, ficando os mesmos adiados para sábado de manhã", disse o promotor da União Internacional de Motonáutica (UNIM), Nicolo di San Germano.

Segundo o responsável, o vento com rajadas fortes que se faz sentir no barlavento algarvio "coloca em causa a segurança dos pilotos", daí a decisão de anular os treinos. "A segurança é uma das nossas prioridades", sublinhou.

A prova portuguesa vai ser disputada por 18 pilotos de nove equipas, num circuito de 1.937 metros traçado no estuário do rio Arade, na zona ribeirinha de Portimão, e delimitado por sete boias de rondagem, seis a bombordo (esquerda) de cor laranja e uma a estibordo (direita) de cor amarela.

Na corrida ao título deste ano estão o tricampeão mundial e campeão do mundo em título, o francês Philippe Chiappe (China CTIC Team), que persegue a segunda vitória consecutiva na prova portuguesa, o norte-americano Shaun Torrent (Victory Team), vice-campeão mundial, e o finlandês Sami Selio (Mad Croc Baba Racing), terceiro classificado em 2016.

Duarte Benavente (F1 Atlantic Team), o único português a competir na fórmula 1 de motonáutica, 9.º classificado no Mundial de 2016, manifestou-se otimista em alcançar a primeira vitória num Grande Prémio.

"A correr em casa, com o apoio do público português, vou dar o melhor para alcançar um bom registo na corrida e, naturalmente que vou lutar pela vitória", destacou Benavente.

O circuito português é considerado como um dos mais técnicos e difíceis do calendário internacional, mantendo a distância de cerca de 700 metros, entre o pontão de largada e a primeira boia de rondagem para permitir uma maior vantagem ao detentor da 'pole position'.

O Grande Prémio de Portugal de F1 de motonáutica, é a primeira das sete corridas do Mundial de 2017, e está orçado em 480 mil euros, dos quais 150 mil são assegurados pela Câmara de Portimão, sendo o restante suportado pelo Turismo de Portugal.

"Trata-se de um investimento com um enorme retorno em termos de visibilidade, não só para Portimão, como para o Algarve e para Portugal", indicou a presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes, estimando que o retorno "seja superior a 10 milhões de euros".

Segundo a autarca, a autarquia "está interessada em manter a prova para os próximos anos, devido ao movimento e notoriedade que dá ao concelho e à região, com transmissão televisiva para mais de uma dezena de países".

O Grande Prémio de Portugal de motonáutica integra ainda a classe Fórmula 4, considerada uma categoria de iniciação, com duas corridas de 20 minutos agendadas para sábado, às 15h30, e domingo, às 09h50.

Autor: Lusa