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Ex-médico da seleção de ginástica dos EUA condenado a pena entre 40 a 175 anos de prisão

Larry Nassar condenado por crimes de abusos sexuais a dezenas de atletas ao seu cuidado

• Foto: EPA
O antigo médico da seleção de ginástica dos Estados Unidos, Larry Nassar, foi esta quarta-feira condenado a uma pena entre 40 a 175 anos de prisão por crimes de abusos sexuais a dezenas de atletas ao seu cuidado.

A juíza Rosemaria Aquilina classificou as ações de Nassar como "precisas, calculadas, manipuladoras, desviantes e desprezíveis", antes de declarar ter assinado "a sentença de morte" do antigo médico, que servirá um mínimo de 25 a 40 anos de prisão antes de ser elegível para sair em liberdade condicional.

"É minha honra e privilégio sentenciá-lo. Não merece caminhar fora de uma prisão. Não fez nada para controlar os seus desejos e, onde quer que vá, destruição vai acontecer aos mais vulneráveis", acrescentou a juíza, que classificou as atividades no seio da ginástica como "o sítio perfeito" para os abusos, que Nassar classificava perante as atletas como 'tratamentos'.

Nos últimos sete dias, um total de 156 ginastas foram ouvidas em tribunal, acusando Nassar, de 54 anos, de as ter molestado, por vezes na presença dos pais, ao esconder os abusos sob a falsa pretensão de estar a aplicar tratamentos a lesões sofridas pelas atletas.

Vários nomes de topo dos Estados Unidos, entre as quais a quádrupla campeã olímpica de ginástica Simone Biles, vieram a público denunciar terem sido vítimas de abusos sexuais por parte de Larry Nassar.

O caso do Ministério Público assentou nos crimes cometidos contra Jordyn Wieber, medalha de ouro olímpica em Londres2012, as colegas na equipa Aly Raisman, Gabby Douglas e McKayla Maroney, e três outras atletas, mas várias outras atletas, muitas delas menores de idade à altura dos crimes, revelaram ter sofrido abusos.

Nassar, de 54 anos, que, em dezembro de 2017, foi condenado a 60 anos de prisão por posse de pornografia infantil, declarou-se culpado das agressões sexuais de que é acusado.

Durante a sessão em que foi proferida a sentença, Nassar confessou ter ficado "abalado" com os relatos das vítimas, e disse que "não há palavras" para descrever o quão arrependido está pelos crimes cometidos.

"Vou levar as vossas palavras comigo para o resto dos meus dias", acrescentou.
Por Lusa
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