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'Figgy' fora do Portugal Masters para apostar tudo no Challenge

Prioridades definidas

Pedro Figueiredo inicia o Cordon Golf Open na próxima quinta-feira sabendo que só uma vitória nos próximos três torneios do Challenge Tour permitir-lhe-á competir no Portugal Masters, de 20 a 23 de setembro.

O mais importante torneio português de golfe, o único integrado no European Tour, a primeira divisão europeia, tem proporcionado alguns dos melhores momentos da carreira, quer amadora, quer profissional de Pedro Figueiredo, mas neste momento o jogador está concentrado na segunda divisão europeia e o mais provável é que opte pela ausência.

"Se tivesse feito aqui (no Rolex Trophy) um top-3, talvez isso me permitisse jogar o Portugal Masters, mas neste momento vou focar-me no Challenge Tour. A não ser que nos próximos dois torneios tenha um grande resultado, irei a França para tentar fazer um máximo de pontos no Challenge Tour", disse o português de 27 anos à Tee Times Golf.

O Portugal Masters disputa-se ao mesmo tempo do Hopps Open de Provence, em França, um torneio do Challenge Tour de 200 mil euros em prémios monetários, bem menos do que os 2 milhões em jogo em Vilamoura.

No entanto, nesta fase da carreira do campeão nacional de 2013 o mais importante não é o dinheiro mas garantir a subida ao European Tour em 2019. Para isso necessita de encerrar a temporada no top-15 da Corrida para Ras Al Khaimah e esta semana desceu do 8.º ao 9.º lugar.

Com oito torneios ainda pela frente, esse top-15 está longe de assegurado pelo que mais vale a pena jogar pelo seguro e ir somando o máximo possível de pontos em todos os torneios.

"Figgy" teve uma oportunidade soberana de resolver grande parte do seu dilema no Domingo passado, no Rolex Trophy, um dos Majors do Challenge Tour, que atribuiu muitos pontos aos cinco primeiros classificados.

E a verdade é que andou no top-5 nos três primeiros dias, chegando mesmo ao início da última volta no 3.º lugar. A distância de 6 pancadas para os primeiros não lhe permitia pensar em lutar por um segundo título do ano no Challenge Tour, mas um top-5 era perfeitamente plausível.

As voltas de 68, 68 e 69 para um agregado de 11 abaixo do Par mostravam a confiança que sentia e o próprio Challenge Tour publicou nas redes sociais alguns approaches e putts de elevado nível executados pelo profissional do Quinta do Peru Golf & Country Club.

"Foram três dias em que estive muito bem nos greens e também bastante consistente no jogo comprido", analisou Pedro Figueiredo, que beneficiou de dois fatores importantes: por um lado, o forte apoio que estava a receber e por outro o apreço pelo campo bem à sua medida.

"De facto tive aqui uma grande claque, tive aqui os meus pais, o meu amigo e caddie Francisco (Ataíde), a minha namorada, muita família que tenho aqui na Suíça. Foi sem dúvida um torneio especial nesse sentido e senti muito apoio", disse o jogador da Navigator, que só em Portugal tem mais seguidores do que aconteceu em Genebra.

E embora tenha sido a primeira vez que se qualificou para o exclusivo Rolex Trophy, restrito ao top-40 do Challenge Tour, já conhecia o Golf Club Genève: «Já tinha jogado neste campo porque tenho família em Genebra e quando era miúdo vim cá jogar uma volta. É um campo espetacular, curtinho, onde é importante meter a bola no fairway, com greens relativamente pequenos, muitos bunkers a proteger os greens, era um campo que se adequava bem às minhas características, gostei bastante de jogar nele e está em excelentes condições».

Foi, por isso, inesperada aquela última volta em 73 pancadas, 1 abaixo do Par. «Nesse dia o putt não funcionou de todo, contrariando os outros dias. O jogo comprido esteve razoável, mas não consegui meter muitos putts, foi difícil fazer birdies e daí o resultado menos positivo», lamentou-se.

O atleta do Sport Lisboa e Benfica perdeu 12 posições na classificação geral e concluiu a prova de 250 mil euros no grupo dos 15.º classificados, com um total de 279 pancadas, 10 abaixo do Par, ficando a 12 do vencedor, o finlandês Kim Koivu, o tal que é treinador pelo português David Silva e que tem como caddie outro português, Daniel Moss Silva.

«Foi pena ter acabado em 15.º pois estive o torneio quase todo no top-5 ou no top-3. Teve um sabor amargo porque havia muitos pontos para o top-5 ou o top-3 e aquela última volta menos boa custou-me muitos lugares na classificação», admitiu Pedro Figueiredo, que embolsou 4.130 euros.

"Figgy" poderá ter hipotecado na Suíça as suas hipóteses de jogar o Portugal Masters, embora haja a esperança de ganhar um dos próximos torneios no Challenge Tour e ainda aparecer em Vilamoura.

Mas à parte deste aspeto menos benéfico, as suas exibições continuam sólidas e só tem razões para sentir-se otimista nesta fase final da temporada. Vem de passar seis cuts seguidos e nesses seis torneios só fez duas voltas acima do Par em 24 voltas de competição!

Como o Rolex Trophy é restrito ao top-40 do Challenge Tour, só mais um português se apurou para jogar na Suíça, mas Filipe Lima também não aproveitou a ocasião como desejava.

O campeão nacional até teve uma grande última volta, em 67 pancadas, 5 abaixo do Par, mostrando que poderia ter feito muito melhor do que o 26.º posto (empatado) em que terminou, mas os dias anteriores jogados em 70 (-2), 72 (Par) e 74 (+2) condicionaram-no.

Com um agregado de 283 (-5), Filipe Lima arrecadou 2.970 euros que convertidos em pontos não impediram a sua queda na Corrida para Ras Al Khaimah do 21.º para o 24.º lugar.

Claro que com oito torneios pela frente, o português residente em França tem ainda muita margem de manobra para entrar no desejado top-15 e também ele irá jogar já esta semana no Cordon Golf Open, juntando-se a Pedro Figueiredo no Golf Blue Green de Pléneuf Val André.

Autor: Hugo Ribeiro/Tee Times Golf
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