O Comité Olímpico Internacional (COI) solicitou às autoridades brasileiras informação sobre a detenção do presidente do Comité Olímpico do Brasil, Carlos Nuzman, admitindo a adoção de medidas adicionais.

"A Comissão de Ética deu de imediato início a diligências, após ter tido conhecimento das acusações e investigação em curso. Em face dos novos indícios, a Comissão de Ética pode considerar medidas adicionais, prevalecendo em qualquer caso a presunção de inocência de Nuzman", indicou o COI, em comunicado.

O presidente do Comité Olímpico do Brasil (COB) foi hoje detido por alegada participação na compra de votos com vista à eleição do Rio de Janeiro para sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A polícia brasileira indicou, em comunicado, que o presidente do COB, de 75 anos, enfrenta acusações de "corrupção, branqueamento de capitais e participação em organização criminosa".

Nuzman, que foi também presidente do comité organizador dos Jogos Rio'2016, foi detido em casa, no Leblon, na zona sul da cidade, no âmbito da operação designada Unfair Play, ramificação da Lava Jato, noticia hoje a comunicação social brasileira.

Em setembro, as autoridades judiciais pediram o arresto de mil milhões de reais (271,2 milhões de euros ao câmbio atual) do património do empresário Arthur Cesar Soares de Menezes Filho, sócio de Nuzman, por implicação na compra votos no processo de eleição do Rio de Janeiro.

De acordo com a investigação, o presidente do COB, de 75 anos, integrava "um esquema altamente sofisticado e de âmbito internacional", o que levou as autoridades brasileiras a pedirem a cooperação de outros países, designadamente, Antígua e Barbuda, França, Estados Unidos e Inglaterra.

Autor: Lusa