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O que dizem os cânticos da famosa claque feminina da Coreia do Norte

Cheerleaders têm feito sensação em Pyeongchang, onde há pela primeira vez a bandeira da Coreia unificada

• Foto: Reuters

Um dos principais pontos de atração dos Jogos Olímpicos de Inverno que decorrem em Pyeongchang por estes dias é a claque feminina da Coreia do Norte. Composta por cerca de 200 membros do sexo feminino provenientes de famílias alegadamente leais ao regime de Pyongyang, estas cheerleaders destacam-se pela forma inusitada como apoiam as suas equipas, através de cânticos de ritmo incomum para um recinto desportivo ou pelas suas coreografias.

Os cânticos da claque feminina da Coreia do Norte que encantam nos Jogos Olímpicos de Inverno

Pela primeira vez desde que rompeu a guerra civil na Coreia, na década de 40 - que teoricamente nunca terminou, já que apenas foi assinado um armísticio, em 1953, e nunca um Tratado de Paz - Norte e Sul apresentam uma equipa única no hóquei no gelo feminino, sob a égide da bandeira da Coreia unificada. Embora seja certo que a participação não irá além da fase de grupos, fruto dos resultados até agora obtidos, a presença por si só já é relevante.

Fora da quadra, destaca-se a tal claque feminina. E, como não podia deixar de ser, surgiram dúvidas no mundo ocidental sobre que palavras estariam a ser proferidas pelas cheerleaders. A ligação a um regime repressivo e que anda nas bocas do mundo pela negativa suscitou logo questões sobre se estariam a ser ditas frases de apoio a Kim Jon-Un, o Supremo Líder, ou algo em defesa do 'status quo'. Porém, o 'Washington Post' tratou desde logo de desmentir tais sugestões.

Segundo o conceituado jornal norte-americano, o grupo tem entoado frases como "Vamos a isto" ou "Rumo à vitória, equipa", numa tradução adaptada e naquele jeito pouco ortodoxo, em alguns casos mais parecido a um qualquer louvor... a uma parada militar, tão típica do regime dos Kim.

No vídeo em baixo, e segundo o 'Washington Post', a claque entoa algo como 'é um prazer ver-te', uma música celebrizada por civis do Norte em encontros com elementos do Sul.


Ainda assim, o cântico mais impressionante será o que se segue, em que as cheerleaders seguram bandeiras da Coreia unificada e entoam uma melodia criada por combatentes coreanos que fugiram após a invasão japonesa, por alturas da Segunda Guerra Mundial. Contudo, a mesma não tem aqui qualquer conotação política, sendo mais propriamente um incentivo à união da equipa... mas em campo.

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