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De condenado a olímpico

Reunrong com uma infância difícil

• Foto: Reuters
Sem responsabilidades ou compromissos, sem objetivos ou sonhos, é assim que muitos chegam ao desporto e nele veem uma nova oportunidade de olhar para a vida, com ambições que nunca pensaram ter. Amnat Reunrong não teve uma infância fácil e, crescendo entre os estratos mais desfavorecidos da cidade, não tardou até que as escolhas erradas surgissem e, com elas, as consequências chegassem.

O tailandês, agora com 36 anos, nem sempre teve a cabeça no lugar e, antes de ser um pugilista profissional que se deparou com o sonho olímpico, aos 26 anos foi condenado a 15 anos de prisão na sequência de um roubo a turistas, na Tailândia – país que passou a aplicar penas muito pesadas a assaltantes quando percebeu que o sector do turismo estava a ficar prejudicado.

‘Obrigado’ a roubar para que a sua família, ao final do dia, tivesse algo na mesa para comer, Ruenrong, já na prisão, esbarrou com o boxe que, acredita, deu um rumo à sua vida. "O boxe mudou a minha vida, não vou pensar mais no meu passado. Agora, só farei coisas boas", desabafa.

Depois de dar os primeiros golpes ainda na prisão e de representar o estabelecimento prisional em campeonatos amadores, o agora pugilista profissional acabou por ser libertado por bom comportamento e já conta com algumas presenças em Mundiais, sempre com as cores do seu país no coração.

Mas , depois dos Mundiais, chegaram os Jogos e o já o cinco vezes campeão mundial não estranha estas andanças, tendo já marcado presença nos Jogos de Pequim, em 2008, que acabaram por se tornar uma desilusão. Nesta edição, no Rio, a história já foi um pouco diferente, contudo as medalhas escaparam-lhe quando caiu nos quartos-de-final.
Por Inês Cunha
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