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Telma Monteiro e o 'eu vim para ficar': «Saiu-me aquilo...»

Comenta a já famosa frase após vencer um combate

• Foto: Reuters
A judoca portuguesa Telma Monteiro reconheceu que, ao longo do dia de segunda-feira, teve receio de falhar novamente a medalha olímpica, mas garantiu que nunca deixou que o receio a dominasse: estava ali para ficar. Depois da derrota com a mongol Sumiya Dorsjsuren, nos quartos de final da categoria de -57kg, e a 'queda' para as repescagens, Telma Monteiro não podia perder mais e pela frente tinha a francesa Automne Pavia.

"Não me passou que não fosse possível (chegar à medalha). Passou-me que era extremamente difícil e que tinha, realmente, que me superar, tive a consciência que, para seguir em prova e para ganhar à francesa, era um passo difícil e era um passo muito grande", recordou a judoca lusa.

Depois das deceções de Atenas2004, Pequim2008 e Londres2012, o receio surgiu, naturalmente, mas Telma Monteiro, de 30 anos, encarou-o com naturalidade. "Acho que o mais importante, às vezes, não é não termos receio. Eu também tenho receio, às vezes, de não conseguir ser bem-sucedida, mas o importante é não deixar que o receio domine as nossas emoções, que seja a nossa emoção principal", frisou.

Foi isso que conseguiu: "Eu, sem dúvida, que tive algum receio, porque quando queremos ganhar temos receio de não o conseguir, mas, prevaleceu a vontade, prevaleceu a coragem. O mais importante não é termos ou não receio, é não deixar que isso tome conta de nós".

Espontâneo

O combate com a gaulesa era decisivo e Telma superou-o com mestria, vencendo por ippon, após 1.01 minutos. A reação foi espontânea, um "estou aqui para ficar" que deixava claras as suas intenções de, desta vez, arrebatar a medalha.

"Se a frase vai entrar no imaginário dos portugueses? Espero que sim. Não sei. Foi uma coisa que me saiu. Tinha pensado em muitas coisas se ganhasse uma medalha. No que faria se conseguisse um bom resultado, mas, depois, não saiu nada como eu tinha planeado... saiu-me aquilo", contou.

Aquele triunfo sentiu-o como uma enorme aproximação ao sonho, à medalha: "Eu precisava de ganhar aquele combate para continuar em competição e foi por isso que disse 'Eu vim aqui para ficar', porque eu ganhei aquele combate e estava em competição outra vez e estava outra vez com a possibilidade de trazer uma medalha para Portugal"

"Saiu-me aquilo. Foi assim, não planeei nada", disse, garantindo que foi a vitória da "resistência", por nunca desistiu, e da "superação", face às lesões.

A última quase comprometia a sua participação: "No último ano, foram duas cirurgias. E a última, a menos de seis meses dos Jogos Olímpicos, tinha uma recuperação de três meses e não era fácil, mas, como eu já disse antes, prevaleceu a coragem e a vontade de vencer sobre tudo o resto", afirmou.

Uma vitória para tatuar no braço esquerdo, ao lado dos anéis olímpicos: "Vou pôr aqui a data, só para simbolizar. Já era alguma coisa que eu queria há muito tempo e, pronto, agora sim, vai ficar completa.
Por Lusa
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