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Ana Rente: «Trabalhei para mais do que isto»

Desiludida com o afastamento da final

• Foto: Reuters
Ana Rente mostrou-se desiludida por falhar esta sexta-feira o acesso à final, realçando a importância da primeira nota obtida.

"Não fiz a série de acordo com aquilo que faço em treino e foi mais isso que me deixou um bocadinho aborrecida. Depois da série 1 percebi que tinha de fazer uma grande série 2 e tinha de ter uma grande nota para chegar à final. A sensação que tive na série 2… tive um ótima sensação lá em cima, fiz uma boa dificuldade, um bom tempo de voo, gostei da execução. No entanto a nota não foi o que estava à espera.. qualquer coisa, cerca de um ponto, que teria sido o suficiente para ir à final. É normal que a nota das atletas do segundo grupo suba um bocadinho porque os juízes ficam sempre à espera do que vai acontecer, quem é que vem aí. Sabiam que vinham aí as duas chinesas e a canadiana, que são grandes potências", declarou a atleta.

Rente explicou que queria mais e que se sente algo prejudicada pela avaliação: "A subjetividade do júri, principalmente no que diz respeito à execução, pode variar sempre mais e foi aí que me senti mais prejudicada. Frustração por não ir à final? Sim, porque foi com esse intuito que vim a estes Jogos Olímpicos, bem como aos anteriores. Neste senti que tinha uma hipótese, trabalhei muito para estar aqui, para chegar à final, mas o desporto é mesmo assim. Fico satisfeita mas com um sabor agridoce porque queria ter ido mais além. Trabalhei para mais do que isto. Fico contente por estar aqui presente, as recordações, é fantástico competir com atletas que já conheço há anos e que nos damos tão bem. Se correu melhor do que em Londres’2012? Do meu ponto de vista não. Em Londres fiz uma muito boa primeira série, na segunda cometi um ligeiro erro".
Quanto ao futuro, a atleta deixou a dúvida no ar: "Tenho de pensar bem, já sou uma pessoa de alguma idade [risos]. Existem outros planos, outras coisas em que me quero focar na vida. Mas desde Pequim que ando a dizer que são os meus últimos Jogos… Vamos ver. Torna-se muito complicado trabalhar e tentar conciliar o desporto de alta competição. É isso que pesa mais na decisão".
Por Lídia Paralta Gomes. Rio de Janeiro. Brasil
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