Record

Assinatura Digital Premium Saiba mais

Diogo Abreu: «Vamos ver o queé que o Sporting vai fazer»

Jovem aborda futuro após adeus aos Jogos Olímpicos

Diogo Abreu, Portugal, Ginástica, Jogos Olímpicos
Diogo Abreu, Portugal, Ginástica, Jogos Olímpicos • Foto: LUSA
Diogo Abreu lamentou este sábado a falha que o impediu de lutar por lugar na final da prova de trampolins dos Jogos Olímpicos Rio'2016, com a qual já sonhava após o quarto lugar da primeira rotina.

"A minha primeira série foi, realmente, muito boa, foi dentro do que eu faço habitualmente nas competições. Estava no 'top-4'. Estava confiante para a série dois. Sabia que se fizesse uma boa série - mesmo assim não era fácil - conseguia ir à final", contou o ginasta português.

Estava tudo a correr bem, mas, de repente, o quarto lugar transformou-se no último: "Aconteceu uma pequena falha, que, infelizmente, acontece muito na nossa modalidade. Deu-me um pequeno amolecer do corpo, deixou-me instável e projetou-me para fora do trampolim".

"Não acho que tivesse mais nervoso do que o normal. Não estava habituado, se calhar, a um estádio tão grande, a tantas pessoas a assistir, mas não senti que isso me tivesse afetado", garantiu o atleta luso.

Diogo Abreu, que se havia colocado na quarta posição após a primeira rotina, com 49.615 pontos, garante que "até estava muito confiante e com bastante garra para fazer uma boa série".

"Não consegui gerir da melhor forma essa garra, esse querer, esse querer excessivo de fazer uma boa série e depois... sai fora", reconheceu o ginasta do Sporting, que acabou pontuado com 6.240 pontos na segundo rotina, para um total de 55.855 e o inevitável 16.º e último lugar.

O representante luso no quadro masculino dos trampolins já se via na final: "Já estava a passar-me pela cabeça, no aquecimento (para a segunda rotina), que podia chegar à final, que tinha boas hipóteses, depois de ter feito uma boa primeira série, mas estou muito contente por ter chegado aqui".

"Só participam 16 nos Jogos Olímpicos. Estão aqui atletas que têm outro tipo de apoios, que vivem e treinam de outra forma. Claro que eu conseguia fazer melhor e era isso que queria fazer, mas, pronto, agora já está, já está", lamentou Diogo Abreu, que não evitou as lágrimas após a segunda rotina.

A estreia em Jogos pode não ter sequência: "Experiência para repetir? Não sei, vamos ver o que é que o futuro diz. Depende do meu clube, depende de Portugal. Vamos ver que tipo de apoio se dá. Eu acabei agora o curso de Engenharia. Tenho que decidir o que é que vou fazer".

"Não dá para os dois", frisou, acrescentando: "Isso vai depender de mim e também de terceiros. Sem o apoio dos clubes e das federações não se vai lá. É difícil competir com outros países, como a China, a Rússia ou o Japão, que têm outro tipo de estrutura, mas vamos ver".

Apesar de tudo, Diogo Abreu pretende continuar: "A minha vontade é a de continuar, mas também tenho de conseguir viver a minha vida".

"Os trampolins não é a modalidade mais conhecida, mas temos tido, consistentemente, atletas nos Jogos Olímpicos, onde só vão os 16 primeiros do Mundo, o que é muito bom. Eu treino no Sporting. Vamos ver o que é que o Sporting vai fazer", disse.
Por Lusa
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Trampolins

Notícias

Notícias Mais Vistas

M M