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Operação tempestade no deserto

sahara desert challenge

OPERAÇÃO TEMPESTADE NO DESERTO
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Começo por dizer que é sexta-feira, que estamos a caminho de Dakla, que ontem estivemos no Cabo Bojador, onde acampámos, depois de uma longa mas muito interessante tirada desde Es Esmara. Muitos quilómetros, muita pista, muito empedrado entremeado com alguma areia e, por fim, dunas, pequeninas ainda, mas que já permitiram algumas brincadeiras. Foi bonito. E aproveito este intróito para pedir desculpa (algo que andou por aí em moda) se a escrita não sair escorreita – é do balanço do jipe!

Aproveito ainda para deixar um «recado» aos senhores ministros dos Negócios Estrangeiros e ao da Cultura – não há possibilidades de dar alguma dignidade ao local que assinala a nossa presença e a tão «cantada» dobragem do cabo? Chegar a Bojador e procurar a alguém onde está o padrão português é o mesmo que nada. Encontrado o dito (que segundo consta se trata de uma réplica do original mandado erigir por um nosso compatriota) nem uma plaquinha a dizer «Nós em tempos idos estivémos aqui e foi por aqui que começámos a dar novos mundos ao Mundo. É triste!

Foi uma etapa muito dura para homens e máquinas e para os motards até violenta. Andar centenas de quilómetros dentro de um jipe, ainda que com suspensões preparadas e adequadas é duro e deixa o corpo algo amarrotado, mas andar em cima de uma moto, a maior parte do tempo em pé, deve ser (e digo deve porque nunca andei numa...) de arrasar. Mesmo assim, o nosso bracarense aqui continua, firme que nem uma rocha, depois daqueles primeiros momentos de fraqueza que quase o levavam à desistência.

Estamos já em pleno Sahara Ocidental, numa zona onde raramente se vê vivalma e cuja paisagem se destaca pela rudeza e aridez. Uma paisagem cinzenta, apenas cortada pelo longuíssimo tapete que leva os fosfatos da mina de Bou Kra até Laâyoune Port/El Marsa. Atravessámos aquela que foi o muro de defesa marroquino contra afrente Polisário e lá fomos andando direitos às dunas do Erg Dra Afrarir. Estas ainda deram para umas brincadeiras tal como o lago Arryd, onde aproveitámos para «lavar» os carros. E fazer daquelas fotos que sempre impressionam...

Dormimos em Boujdour (os hotéis, pensões, albergues e tudo quanto alugava quartos esgotou), no acampamento, guardados pela prestável polícia marroquina, que não quer ver nenhum turista sofrer u qualquer dissabor, e de manhã lá arrancámos para uma das etapas mais curtas do Sahara Desert Challenge.

UM GASOLINEIRO VIVAÇO

Estava previsto que chegaríamos cedo a Dakhla onde nos aguardaria uma cama e, sobretudo, um banho quente (já havia muita reclamação...). E chegámos, pois a pista era bastante rápida e suficientemente plana para se poder rolar a uma velocidade acima dos 90 quilómetros hora, sem que se desgastasse demasiado o material. Até deu, como puderam ler no início deste texto, para ir escrevinhando...

E só não chegámos dentro do horário porque, pelo meio, apanhámos com uma tempestade de areia impressionante. Foram quilómetros e quilómetros a rolar coladinhos, com as «centrais eléctricas» todas ligadas e mesmo assim a visibilidade era tão reduzida que, entre nós, ter-se-ia aplicado um alerta vermelho. Mas também foi bonito e excitante, elevando os índices de adrenalina para valores máximos. E para os «estreantes», então, foi delirante. Menos mal que a pista era excelente e que apenas em um local surgiu uma verdadeira «armadilha» - um buracão no fim de uma subidinha completamente invisível para o condutor. Quem metesse ali uma roda, era «capotanço» certo. O Tuga Afonso deu com ele, avisou-nos e marcámos o local para que os que viessem atrás não tivessem um triste fim de etapa.

A qual não acabaria sem um incidente curioso. Tinhamos sido alertados para a possibilidade de em Dakhla não haver gasóleo, de as bombas estarem secas, algo que ocorre com alguma frequência por estas paragens. Por isso, a caminho da cidade, sempre que aparecia uma bomba, lá íamos nós tentar reabastecer. Levámos algumas negativas até que, numa delas, os dois funcionários, que se encontravam resguardados a almoçar, nos disseram que sim senhor, tinham combustível. Estávamos «safos». Levantaram-se e um deles foi pôr o gerador a trabalhar e o outro direito à bomba com um enorme jerrycan na mão. Encheu o que entendeu de gasóleo e foi entregá-lo ao parceiro, enquanto nós tentávamos perceber aquela movimentação.

O homem veio, dirigiu-se ao jipe que estava pronto para ser abastecido, tirou o tampão e vá de meter combustível. Até aqui tudo bem. Só que, «acidentalmente», o homem tinha-se esquecido de repôr os valores da bomba a zero... Ou seja, para além do gasóleo que o Paulo metera no jipe, tinha de pasgar também o que os funcionários meteram no gerador! Vivaço, o marroquino. Mas esqueceu-se que «portuga» tem muito calo nestas andanças.

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