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Hélder Rodrigues: «Não me adaptei bem à Bolívia»

Piloto da Yamaha concluiu prova no 9.º lugar

• Foto: epa
Hélder Rodrigues partiu para o Dakar'2017 com estatuto de favorito a vencer a competição. Contudo, a edição 2017 não correu de feição para o piloto Yamaha. Da mira no pódio, o piloto passou a focar o seu objetivo em concluir a prova em segurança. Ainda assim, terminou com um honroso 9.º lugar na classificação. "Não estive ao nível que queria estar. Não consegui lutar pelos primeiros lugares e cedo perdi confiança", confessou a Record. "Não me adaptei bem à Bolívia e acabei por ter algum azar devido às condições meteorológicas".

A verdade é que a Bolívia sempre foi vista como um obstáculo para a maioria dos participantes que temiam as etapas realizadas em altitude. Quis a natureza complicar ainda mais a vida aos pilotos ao descarregar fortes quantidades de chuva que obrigaram ao cancelamento de várias etapas. Um cenário irónico pois o país estava precisamente a passar por um período de seca muito grave. A pior dos últimos 25 anos. "Apesar de se saber que a Bolívia é particularmente afetada por condições climatéricas instáveis, a culpa não é da organização da prova. Houve muito azar pois não chovia no país há vários meses. Nada previa este cenário", esclareceu o piloto de 37 anos que não deixou de salientar o bom desempenho dos pilotos portugueses na edição 2017 da mítica prova todo-o-terreno.

Portugueses cumpriram missão

Numa das edições mais duras do rali, a representação portuguesa conseguiu terminar com saldo positivo. Paulo Gonçalves (Honda) acabou no sexto lugar, Hélder em nono e Joaquim Rodrigues (Hero), estreante na prova foi 10º e o melhor dos estreantes portugueses na maratona sul americana. Da restante 'caravana' apenas os estreantes David Megre (KTM) e Luís Portela de Morais (KTM) tiveram azar ao sofrer lesões que os atiraram para fora da competição. "Apesar de tudo tiveram uma boa estreia numa prova que é bastante dura e que teve uma edição muito difícil. Não conseguiram realizar o sonho este ano, mas há sempre outras edições", frisou o piloto Yamaha. "De resto todos cumpriram o objetivo. O Paulo Gonçalves fez uma boa corrida, apesar da penalização. O Fausto Mota (Yamaha), o Bianchi Prata (Honda), Fernando Sousa Jr.(KTM), entre outros, fizeram o seu trabalho", concluiu. 

Erros pagam-se caro

Paulo Gonçalves (Honda) foi protagonista de uma polémica que deixou a Honda e os apoiantes portugueses a torcer o nariz à organização do Dakar. O piloto de Esposende desde cedo assumiu o papel de melhor português na prova mas uma penalização imposta na quarta etapa impediu-o de finalizar no pódio. Hélder mostra-se compreensivo face à frustração do compatriota, mas sabe que é difícil 'combater' as linhas traçadas pela organização da prova."Não sei de quem é a culpa, mas a Honda teve de pagar caro pelo erro que cometeu. Não é fácil para o piloto. Não deixa de ser injusto, seja qual for a penalização, mas certo é que há regras a cumprir", sublinhou, relembrando que ele já sentiu na pele o que é perder um pódio nestas condições.
Por Alexandra Beny
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