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Saiba como é a alimentação de um piloto num Dakar

Sam Sunderland partilha parte da sua experiência

• Foto: Getty Images
Vencedor da edição de 2017 do Dakar, o britânico Sam Sunderland revelou em entrevista à BBC Sport alguns pormenores mais curiosos da sua aventura pelas exigentes pistas sul-americanas. Uma prova com uma "estrondosa camaradagem entre os pilotos", conforme o próprio britânico admite e na qual não há espaço para arrogância entre adversários. "Somos todos profissionais e corremos por equipas diferentes, mas se fores arrogante para outro piloto, talvez seja melhor pensares que aquele tipo pode salvar-te a vida se passar por ti depois de teres um acidente. Muitos pilotos perderam a vida no Dakar. Não é uma estatística bonita, mas faz parte desta aventura louca", admitiu.

Um dos pontos que talvez gera maior curiosidade junto do público é a alimentação para um dia de provas, que começa bem cedo e, em certos dias, obriga os pilotos a chegar perto dos mil quilómetros (entre especial e ligações). Então, como foi a alimentação de Sam Sunderland nesta prova?

"É difícil explicar o quão exigente esta prova é. Comer um prato de massa às 3 da manhã é apenas o começo de tudo. Tinha também um kit de hidratação, à base de eletrólitos e carboidratos, e um outro com uma refeição líquida. Quando estão uns 45º C não sabe muito bem - é quase como se fosse chá de chocolate -, mas tens de o ingerir na mesma. Experimentei várias coisas. Este ano, por exemplo, acabei por tomar um batido que dão a doentes com cancro no hospital", revelou Sunderland, que durante o Dakar'2017 perdeu um total de sete quilos.

Cuidado com os raios e... com as vacas

Correr um Dakar na América do Sul tem muitas particularidades. Para lá das intensas temperaturas, as etapas naquela região do globo por vezes reservam alguns relâmpagos, que este ano até atingiram um dos pilotos (Ivan Jakes). Para lá dos fenómenos da natureza, há que ter também cuidado com as... vacas. "No primeiro dia encontrei várias. Passei por alguns momentos apertados. Devia ir a uns 160 km/h quando vi uma vaca a a ir de um arbusto para o outro mesmo à minha frente! Não tive tempo para nada... Não lhe ter acertado foi apenas sorte de principiante. Àquela velocidade, assim que a vês já estás em cima dela!", explica.
Por Fábio Lima
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