Esta organização comemora o décimo ano de realização deste rali. Por essa razão quis inovar e rompeu com o figurino tradicional desta prova. Habitualmente, com etapas que rondavam os 400km, tinha o mérito de estar sediada em um ou dois hotéis o que tornava a nossa vida bem mais fácil. Um bom banho ao fim do dia, uma cama e um abrigo do vento e da poeira é algo sempre muito apreciado. A manhã e o início da tarde eram passados no percurso cronometrado e ao final da etapa sobravam ainda uma boas horas para fazer mecânica. Esse facto era do agrado de todos pois, por em termos de calendário se situar nas vésperas de duas grandes maratonas, permitia aos concorrentes tempo e disponibilidade para testar e afinar as últimas alterações técnicas. Era assim uma espécie de ensaio geral para pilotos, navegadores e mecânicos.

Este ano, entre as várias novidades, a opção foi começar o rali com uma etapa de 827 Km. Na totalidade destes quilómetros estão incluídos um percurso cronometrado com 367 km e duas longas ligações. As ligações são percursos não cronometrados, feitos normalmente em estrada e para o qual nos é dado um tempo máximo. Ora se nos percursos cronometrados cada um acelera o mais que pode, nas ligações pretende-se o cumprimento do código da estrada, a passagem lenta e muito cuidada nas aldeias e cidades o que implica um grande gasto de tempo. Ou seja, hoje todos chegámos tarde e cansados. Apesar de tudo o nosso esforço compensou porque fizemos uma excelente especial e estamos muito satisfeitos com o segundo lugar que alcançámos entre os camiões. Agora o pouco tempo que nos resta será aproveitado a descansar.

Autor: Elisabete Jacinto