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Bronca total: descidas na secretaria anuladas, campeonato volta atrás e presidente da federação demite-se

Sexta-feira agitada no râguebi nacional

• Foto: DR
O Conselho de Justiça da federação de râguebi revogou ontem a decisão tomada pela direção, no início de junho, de aplicar falta de comparência não justificada a Agronomia e Direito, na sequência dos incidentes da meia-final do campeonato, o que despromovia os dois clubes ao 3º escalão, além de cancelar de forma definitiva a final e atribuir o título ao Belenenses.

O organismo deitou abaixo, em ‘toda a linha’, a decisão anterior, decretando que "deve ser homologado o resultado que se verificava no momento em que o árbitro deu por terminado o encontro, com todos os efeitos daí decorrentes". Leia-se, então, com a vitória de Agronomia por 15-12 e consequente apuramento para a final, na qual deverá enfrentar então o Belenenses… que até já recebeu o troféu de campeão!

Ato contínuo, o presidente da federação, Luís Cassiano Neves, apresentou a sua demissão à Mesa de Assembleia Geral. Decisão que foi confirmada, ao início da tarde, através de um comunicado no site da FPR. A posição de Cassiano Neves e seus pares significa, portanto, que a direção da FPR não irá recorrer da decisão do CJ. É que, estatutariamente, "a renúncia, demissão ou exoneração do presidente implica a imediata cessação das suas funções e respetiva direção". E não havendo nenhum elemento da atual direção em funções… ninguém poderá recorrer!

Recurso
Resta saber, assim, se alguma outra parte interessada avança com um recurso. O Belenenses não o deverá fazer (ver outra peça). Já entre os clubes que, deste modo, vêm confirmada a descida ao 2º escalão, segundo apurámos, o Benfica não tem intenção de interferir no processo, mas o Montemor ainda não tomou uma decisão definitiva.

Da parte de Agronomia, o presidente António Sevinate Pinto não quis alongar-se sobre a decisão, até porque "falta correr muita tinta". "Foram dois meses e meio perdidos para todos", limitou-se a referir, adiando para segunda-feira, após reunião da direção, uma eventual tomada de posição oficial.

É que, apesar de as penas mais gravosas terem sido revogadas, o CJ deu provimento aos castigos de 6 jogos de interdição dos campos e multa acumulada de 2.500 euros a Agronomia e Direito. No fundo, considerou que os acontecimentos que levaram à interrupção da partida se confinaram ao terreno de jogo, rejeitando a falta de condições de segurança no recinto, que sustentava as faltas de comparência, mas aceitou os castigos aplicados pelos factos ocorridos entre adeptos fora das quatro linhas.
Por Sérgio Lopes
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