Arranca com o ‘pé esquerdo’ o campeonato 2017/2018, esta noite, na Tapada da Ajuda. O regressado Benfica e a Agronomia darão o pontapé de saída de uma época que estreia um modelo competitivo inédito [ver outra peça], mas que continua marcada por velhos problemas que afetam a modalidade. É que, a pouco mais de 24 horas do início da competição, os árbitros fizeram saber que voltam a estar indisponíveis enquanto a federação (FPR) não saldar uma dívida de mais de 30 mil euros.

Numa missiva enviada aos clubes, à qual o nosso jornal teve acesso, a Associação de Árbitros (ANAR) explica que "em março a FPR assumiu que passaria a pagar as despesas mensalmente e os prémios, a partir de abril, até ao final da época". Porém, segundo a associação, "a FPR não cumpriu com o estipulado, nem informou dos motivos do incumprimento".

A FPR propôs, esta semana, pagar 50 por cento das despesas em atraso já em outubro e o restante no final de novembro. Para uma fase posterior – a partir de janeiro, e em cinco prestações – ficariam os prémios, sendo que a partir desse mês as despesas com a arbitragem deviam passar para os clubes. Os árbitros rejeitaram, avançando para a posição de força.

A realização das partidas, no entanto, não está comprometida, conforme o Regulamento Geral de Competições. Por exemplo, pode ser convidado um árbitro que esteja presente, ou na falta deste, qualquer pessoa maior que os delegados considerem capaz. Em último caso, os capitães escolhem um jogador para apitar cada parte.

Favoritos

Por isso, o Benfica vai mesmo regressar ao ‘convívio dos grandes’ esta noite, e logo frente a um dos principais candidatos, a Agronomia. Os vice-campeões são, a par do campeão CDUL, os maiores aspirantes ao cetro. Mas enfrentam a concorrência do Direito, que quer ‘vingar’ a desilusão da época passada, quando foi eliminado nas meias-finais após apenas ser destronado da liderança da Fase de Apuramento na última jornada.

Dez mais dois igual… a oito e descem quatro

A época de 2017/2018 estreia um modelo competitivo inédito e de transição, que visa reduzir o principal escalão para apenas oito equipas a partir do próximo ano. Por isso, às 10 formações da temporada passada juntam-se os dois finalistas do segundo escalão – Benfica e Évora –, que foram divididas por três grupos de quatro equipas.

Em cada um, jogarão todos contra todos a duas voltas (6 jornadas), após as quais os dois primeiros seguem para o Grupo A da segunda fase e vão disputar o título, novamente todos contra todos a duas voltas (10 jornadas), a fim de definir as meias-finais (1.º vs 4.º e 2.º vs 3.º). Os restantes jogam, na segunda fase, o Grupo B (em iguais moldes do A mas sem a fase a eliminar) para decidir quem desce. Apenas os dois primeiros têm direito à ‘salvação’, quer isto dizer que são despromovidas...quatro formações.


Autor: Sérgio Lopes