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Masters muda de nome para Paul Hunter Trophy

Anúncio Oficial da World Snooker

• Foto: Getty Images
Sem aviso prévio, Barry Hearn, "patrão" da World Snooker, convocou uma conferência de imprensa para destapar parte do véu do que será o futuro da modalidade. Mais prémios, mais torneios e (finalmente) a homenagem que o saudoso Paul Hunter merecia.

Entre os muitos torneios que Paul Hunter conquistou, foi no Masters que o jovem inglês, falecido vítima de cancro em 2006 com apenas 27 anos, mais se destacou. Ao todo foram três vitórias, todas pela margem mínima (10-9), sempre com enormes recuperações, uma delas épica – a última, face a Ronnie O’Sullivan.

Foi com base nesse passado que hoje a World Snooker, pela voz do seu "chairman" Barry Hearn, anunciou publicamente que a segunda prova mais importante do calendário, o Masters, será rebatizado de Paul Hunter Trophy, já a partir da próxima temporada: "Paul Hunter era um talento fervilhante. Sinto que já deveríamos ter feito esta homenagem antes e assumo a responsabilidade de só agora o fazermos. Rebatizamos a prova não só pelo jogador fabuloso que era mas sobretudo pela sua generosidade e caridade fora da mesa, pelo que o seu nome e a sua fundação fizeram e continuam a fazer em prol das crianças com cancro», referiu um emocionado Hearn.

O homem forte do Snooker recordou também um outro nome do passado que, durante este mundial, "desenroscou de vez o seu taco" a nível oficial: Steve Davis. Recorde-se que Hearn era um jovem agente quando, no final dos anos 70, formou com Davis uma parceria de mais de 40 anos que ainda hoje se mantém: "Estou honrado por ter sido ‘manager’ de Steve Davis durante 40 anos. Penso que será uma das ligações mais prolongadas no desporto. Davis é uma lenda do desporto que agora se retirou. Apesar do meu enorme ego que todos conhecem, devo dizer que não estaria aqui sentado nesta cadeira se não fosse Steve Davis: não mudou a minha carreira, mudou a minha vida".

Mais provas, mais prémio e o inevitável Ronnie O’Sullivan

Além das referências passadas, Barry Hearn revelou ainda parte do futuro da modalidade, embora tenha referido que só no dia 28 de abril se saberá tudo, numa conferência de imprensa onde o Record estará presente.

Assim, a World Snooker prepara-se para a realização de 18 majors na temporada de 2016/17, sendo que o objetivo é chegar aos 20 no ano seguinte. Quanto a prémios, Hearn foi taxativo: "No próximo ano chegaremos aos 10 milhões de libras em prémios (mais de 12.5 milhões de euros) e nos próximos anos continuaremos a crescer. É notável o que já fizemos".

A fechar, duas ideias fortes que dizem bem do perfil do patrão da World Snooker em resposta às críticas de alguns jogadores sobre o excesso de competição: "Isto já não é um jogo de rapazes. Os prémios sobem, os vencedores dos eventos recebem mais. É assim que funciona. Aos que se queixam do cansaço físico aconselho que comecem a ir tanto ao ginásio como ao seu clube de snooker. Aos que falam em questões mentais, aconselho meditação e até ioga".

Por fim… Ronnie O’Sullivan. Para Hearn, o que se passou no final do primeiro jogo do mundial do "rocket" não pode voltar acontecer (n.d.r. ausência de O’Sullivan na conferência de imprensa): "Estava nos EUA quando isso sucedeu. Ronnie assinou – como todos os outros – um contrato, com responsabilidades e deveres a respeitar. E lá estão contempladas as possíveis medidas disciplinares. Para já fica um aviso, que é o primeiro e último. É um cartão amarelo". E como é que Hearn define a atitude da estrela dos panos verdes: "Digamos que só a poderemos classificar como… um momento Ronnie O’Sullivan".
Por Miguel Sancho
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