Basta-lhe vencer o Meo Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, para se sagrar campeão mundial. Aos 23 anos, já foi considerado por muitos – inclusive por Kelly Slater – o melhor surfista do Mundo. O havaiano John John Florence é o atual líder do ranking e já está nos quartos-de-final da etapa de Peniche. Enquanto a prova está parada, por falta de condições no mar, esteve à conversa com Record.

R: Muitos consideram-no o melhor surfista do Mundo. Até o 11 vezes campeão mundial, Kelly Slater, o disse recentemente. Como é que se sente ao ouvir estas palavras?

John John Florence – É fantástico ouvir isso. Ainda para mais quando é o Kelly a dizê-lo. Ele ainda está aqui connosco a competir e esteve sempre aqui à medida que eu ia crescendo. Ele viu-me crescer e é ótimo ouvir isso. Mas a verdade é que toda a gente surfa de forma diferente, todos têm a sua forma de surfar. E o que interessa para mim é que me divirta quando estou a surfar. Isso é o mais importante.

R: Aos 23 anos, tem uma casa em frente ao mar, no Havai, e compete com os melhores surfistas do Mundo, na elite do surf mundial. Como é que é ver todos os seus sonhos realizados tão jovem?

JJF– É ótimo. Acordo todos os dias a pensar na sorte que tenho. E a pensar que é isso que faço da vida. Viajar pelo Mundo, surfar ondas divertidas é o que mais amo e o que me faz feliz. Não consigo imaginar nada de melhor para a minha vida.

R: Acompanha ou pratica outros desportos além do surf?

JJF– Nem por isso. Em casa, no Havai, só mesmo o surf e skate... Ah, e snowboard também gosto muito porque tem muitas similaridades com o surf.

R: Qual é a influência que as viagens de surf, quer seja para fazer vídeos ou só para free surf sem competir, têm no seu surf?

JJF– São muito importantes... Este ano nem fiz tantas quanto desejava porque estou mais focado na competição. Mas essas viagens são aquelas que sempre acabamos por recordar mais tarde. São as mais marcantes, porque nessas viagens surfamos sem pressão!

R: Com a eliminação do Gabriel Medina no round 3 ficou o caminho aberto para si na corrida pelo título, que está agora cada vez mais próximo...

JJF– Para mim é bom, eu sei, para a corrida pelo título. Mas tento não pensar muito nisso... Só quero mesmo continuar a divertir-me aqui. Faltam duas etapas e sim, o título está mais perto, é verdade, e eu nunca estive nesta posição na minha vida. A verdade é que ganhar aqui era um sonho, mas não sei se vai acontecer!

R: O que pensa de Portugal?

JJF– Adoro Portugal! As ondas são fantásticas por cá! Divirto-me sempre quando cá venho, tem sido assim nos últimos anos e tenho sempre muita vontade de voltar. Espero que este ano haja mais tubos por aqui. Adorava ganhar aqui em Peniche, estou superfocado nisso, mas sei que tenho de fazer heat a heat e esperar que corra tudo bem. E acima de tudo, surfar ondas divertidas por cá.

R: E já pensou em dar um saltinho à Nazaré?

JJF– Sim, gostava muito de lá ir. Quem sabe o evento não passa também por lá!

Autor: Patrícia Tadeia