Novak Djokovic, antigo nº 1 mundial e o tenista com mais títulos de singulares masculinos no Open da Austrália na Era Open, está de volta aos torneios do Grand Slam (falhou o US Open) e assegura que está pronto para lutar pelo um bom resultado na prova, ainda que não esteja totalmente recuperado da lesão no cotovelo direito que o obrigou a parar seis meses.

"O cotovelo está recuperado, mas eu ainda não estou a 100 por cento. Sei que se chegar ao nível desejado, tanto mental como físico, posso ter chances de ir longe no torneio. Mas sim, provavelmente a minha abordagem a este Open da Austrália é diferente, comparada à de outros anos. São circunstâncias diferentes. Mas estou entusiasmado", confessou.

Djokovic não tem dúvidas de quem são os favoritos: "Federer e Nadal partem na frente. No ano passado, eles mostraram que a idade é apenas um número, principalmente o Roger."

Rafael Nadal, por seu turno, também passou pela sala de imprensa para fazer a sua antevisão da prova. O maiorquino, de 31 anos, está pela primeira vez num Grand Slam sem o seu tio Toni Nadal, que abandonou por opção a sua equipa técnica, e não lhe poupou elogios. "Ele faz parte da minha família, não é só um treinador que anda comigo ou deixa de andar. Eu ligo-lhe enquanto família, eu amo-o e ele ama-me a mim. Não é uma relação profissional, é pessoal. Falei com ele há uns dias, e se tiver algo a perguntar-lhe, pergunto. E se ele tiver algo para me dizer, também o diz. É uma situação bastante fácil", assegurou o espanhol, que inicia a sua competição já amanhã, em sessão noturna, frente ao dominicano Victor Estrella Burgos.


Autor: José Morgado