José Alberto Costa: «Servimos para branquear dirigentes amadores» TÉCNICO QUEIXA-SE DE ''PODRES'' NO FUTEBOL
José Alberto Costa explicou ontem, em conferência de Imprensa, os motivos que originaram a rescisão com o Desportivo de Chaves, responsabilizando o ex-chefe do departamento de futebol, Carlos Veras. No entanto, as críticas não ficaram por aqui e o treinador atribuiu a culpa da recente onda de "chicotadas" às más gestões nos clubes
"A fasquia está demasiado elevada para todos os clubes e são os treinadores que, cada vez mais, servem para branquear o amadorismo de quem gere", referiu, apesar de considerar os flavienses Castanheira Gonçalves, João Paulo, Carlos Alves e António Vidal como "pessoas excepcionais e com grande dignidade".
No que toca às acusações a Carlos Veras, o ex-treinador flaviense explica: "Desde o primeiro dia que encontrei dificuldades em Chaves. O principal interlocutor, que exercia funções no departamento de futebol, era o principal desestabilizador, ao utilizar discursos miserabilistas pela forma nada digna como lidava com os jogadores e pela discordância que mostrou pela equipa técnica. Cedo percebi que tinha ali um opositor", disse o técnico.
O tom acusador prosseguiu e acabou por subir de tom quando José Alberto Costa analisou o clima reinante em Chaves depois de Carlos Veras ter saído do departamento de futebol: "Como é jornalista, passou a frequentar os treinos e, um dia, fui confrontado com ele e disse-lhe tudo o que tinha para dizer", sublinhou, acrescentando: "Acabei por ser vítima de um sujeito que, enquanto director, foi oposição ao meu trabalho e, quando saiu, minou e procurou enfraquecer todo o grupo."
Veras lamenta declarações
Carlos Veras lamenta as declarações do ex-técnico flaviense para "justificar o seu fracasso profissional", mas sublinha: "Não me ofende quem quer mas apenas quem pode, e José Alberto Costa não é o caso". "É verdade que tive problemas com o técnico, mas porque ele pretendia utilizar a minha condição de homem da Comunicação Social para alterar as minhas crónicas e influenciar os restantes companheiros de Imprensa, algo que acho indecente. Em relação aos insultos, não quero falar, pois repugna-me abordar coisas que outros colegas presenciaram", afirma Carlos Veras.
Novo técnico em estudo
A Comissão Administrativa do Desportivo de Chaves esteve ontem reunida e é provável que, durante o fim-de-semana, seja conhecido o nome do sucessor de José Alberto Costa. O dirigente António Vidal garantiu que "no início da próxima semana o treinador já estará a trabalhar em Chaves, embora os nomes vindos a público sejam, neste momento, especulações".
O plantel do Desportivo de Chaves realizou, ontem, duas sessões de treino. Além dos lesionados Trigueros e Arrieta, Miguel Xavier e Lino trabalharam de forma limitada, enquanto Isidro abandonou a sessão matinal mais cedo. Nuno Ricardo, com síndrome gripal, esteve ausente na parte da tarde. Hoje, a equipa disputa um jogo particular frente ao Montalegre, às 10.30 horas.
Autor: FERNANDO SANTOS E PAULO SILVA REIS Data:
Sábado, 22 Novembro de 2003 - 0:28
• 4:08 -
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O culpado, é sempre o mordomo (neste caso o treinador!). Será que é ele o culpado?!! Um clube precisa de estabilidade e isso só é possivel se nele existirem dirigentes capazes e sobretudo profissionais!! Desejo as maiores felicidades ao Sr. José A. Costa. O Desportivo merece ser um clube profissional e de primeira. Saudações Flavienses