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A Federação Portuguesa de Xadrez (FPX) encontra-se numa situação verdadeiramente caótica, facto que levou à demissão da sua Direcção, presidida por Luís Costa. O dirigente assumiu, em comunicado, as responsabilidades da grave crise financeira, cujas dívidas rondam 75 mil euros.
Já existem salários em atraso relativamente a funcionários e outros credores também estão de mãos a abanar, para além de todas as actividades da FPX ficarem comprometidas. A entidade corre mesmo o risco de perder o estatuto utilidade pública, após auditoria do IDP, que cortou os subsídios no início do ano.
António Bravo, que preside à nova Comissão Administrativa, está a fazer esforços para encontrar soluções contabilísticas - as contas de 2002 e 2003 ainda não foram aprovadas -, à assembleia geral, de 24 de Outubro, em que serão marcadas novas eleições.
Onde pára o dinheiro?
A Comissão Administrativa da FPX tomou conhecimento, entretanto, de uma listagem de 50 cheques, no valor de cerca de 71 mil euros, passados pela anterior Direcção sem qualquer justificação, pelo que já pediu a várias entidades esclarecimentos para apurar o destino das mesmas.
A participação das Selecções na próxima Olimpíada (Outubro) não está em risco, porque os jogadores disponibilizaram-se a pagar as deslocações a Maiorca, enquanto a dívida de 10 mil euros à FIDE foi negociada para ser saldada em Março.
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